DIVÃ A 2

DIVÃ A 2

(Divã a 2)

2015 , 90 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 14/05/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Cininha de Paula

    Equipe técnica

    Roteiro: Leandro Matos, Saulo Aride,

    Produção: Marcos Didonet, Vilma Lustosa, Walkiria Barbosa

    Fotografia: Felipe Reinheimer

    Estúdio: Total Entertainment

    Distribuidora: Downtown Filmes, Paris Filmes

    Elenco

    Antonio Tabet, Fernanda Paes Leme, Juan Manuel Tellategui, Marcelo Serrado, Mariana Brassaroto, Maurício Mattar, Natalia Soutto, Rafael Infante, Raphael Viana, Vanessa Giácomo

  • Crítica

    13/05/2015 10h10

    Alguns realizadores brasileiros ligados a blockbusters reclamam que a crítica especializada tem preconceito com as comédias de sucesso. Isso pode ser verdade com alguns profissionais, mas um exemplo que refuta a teoria generalista é Divã (2009), bem recebido tanto pelo público quanto pelos críticos. Infelizmente os mesmos elogios não podem ser direcionados para o spin-off Divã a 2.

    O novo filme conta a história de Eduarda (Vanessa Giácomo, de A Novela das 8) e Marcos (Rafael Infante, de Muita Calma Nessa Hora 2), um casal em crise. Eles se separam e resolvem seus conflitos pessoais com a ajuda de terapeutas. Enquanto ele cai na vida boêmia, ela começa um namoro com Leo (Marcelo Serrado, de Rio, Eu Te Amo), que lhe foi apresentado por uma amiga (Fernanda Paes Leme, de Cilada.com).

    Além de piadas boas e situações cômicas interessantes, Divã trazia de especial a presença de uma mulher madura (Lília Cabral) no posto de protagonista. Essa faixa etária é praticamente ignorada no cinema e concedia personalidade ao filme. Com a redução da idade da personagem principal, a franquia joga pela janela seu melhor diferencial.

    Divã a 2 sofre da preguiça que acomete a maioria das comédias nacionais: fórmulas batidas, piadas fracas e situações cômicas mal trabalhadas. Já no elenco e personagens é possível notar a apatia. Temos a aparentemente obrigatória presença de um membro do grupo Porta dos Fundos (Infante), a melhor amiga fogosa (Leme), um coadjuvante atrapalhado (George Sauma, de Tim Maia), participações especiais (como Fiuk, de Julio Sumiu) e outros tantos clichês.

    Com essas manobras, o filme deve fazer sucesso nas bilheterias mesmo sem se arriscar, mas falta esforço para alcançar um bom nível de qualidade. É dessa dobradinha (ingressos vendidos à profusão e poucos méritos artísticos) que nasce a teoria do preconceito crítico.

    Outra diferença entre os títulos da franquia está no desfecho. Divã termina com um final feliz criativo, que respeita a inteligência do público e deixa espaço para a imaginação. Divã a 2 segue sua toada preguiçosa com muita previsibilidade no enredo, que se finaliza com soluções fáceis dignas de últimos capítulos de novela.

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