DOCE LAR

DOCE LAR

(Sweet Home Alabama)

2002 , 108 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 27/09/2002

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Andy Tennant

    Equipe técnica

    Roteiro: C. Jay Cox, Douglas J. Eboch

    Produção: Neal H. Moritz, Stokely Chaffin

    Fotografia: Andrew Dunn

    Trilha Sonora: George Fenton

    Estúdio: D&D Films, Original Film, Pigeon Creek Films, Touchstone Pictures

    Elenco

    Afemo Omilami, Bob Penny, Bob Seel, Candice Bergen, Charlotte Pierrepont, Courtney Gains, Dakota Fanning, Deborah Duke, Deidee Deionne, Dennis Ryan, Don Young, Doug Killen, Eddy Donno, Emily Furman, Ethan Embry, Fleet Cooper, Fred Ward, Jana Lynn Schoep, Jean Smart, Jeanne Arnold, Jen Apgar, Jim O'Connor, Jody Thompson, Josh Lucas, Kelli Franklin, Kelsey Lowenthal, Keni Thomas, Kevin Hagan, Kevin Sussman, Lee Roy Giles, Leslie Hendrix, Mark Matkevich, Mark Oliver, Mark Skinner, Mary Kay Place, Mary Lynn Rajskub, Melanie Lynskey, Michael Snow, Michelle Krusiec, Nathan Lee Graham, Osjha Anderson, Patrick Dempsey, Pete Talton, Phil Cater, Reese Witherspoon, Rhona Mitra, Sarah Baker, Sean Bridgers, Sharon Blackwood, Suzi Bass, Ted Manson, Thomas Curtis, Tony Rizzoli, Traci Ann Wolfe

  • Crítica

    27/09/2002 00h00

    O diretor Andy Tennant havia demonstrado talento em seus filmes anteriores - Anna e O Rei e Para Sempre Cinderela -, mas errou a mão nesta fraquinha comédia romântica. Repetindo praticamente o mesmo papel de "peixe fora d'água" que já havia vivido em Legalmente Loira, Reese Witherspoon agora interpreta Melanie, uma badalada estilista de moda que é pedida em casamento por ninguém menos que Andrew (Patrick Dempsey, de Pânico 3), o sofisticado filho da prefeita de Nova York. Melanie está apaixonada pelo rapaz, mas antes de aceitar o convite ela precisa retornar à sua pequena cidade natal, no interior do Alabama, para resolver alguns importantes assuntos pendentes. É ali que vários segredos serão revelados.

    Doce Lar dá a impressão de "já vi este filme antes", tamanha a quantidade de clichês e situações pra lá de previsíveis. Apenas para falar de estréias mais recentes, ele parece um Divinos Segredos piorado, explorando novamente o tema da "volta para casa", e como isso faz com que as pessoas reencontrem suas verdadeiras raízes. Não bastasse a fragilidade do roteiro, Doce Lar ainda derrapa na falta de ritmo, lento demais para funcionar como comédia. Ele também não funciona como romance, já que apresenta, na maior parte do tempo de projeção, personagens desagradáveis, de difícil empatia por parte da platéia. Fora isso, a história martela num assunto antigo e moralista que os roteiristas americanos parecem adorar: o chamado "cada macaco no seu galho", ou seja, a falsa idéia de que cada indivíduo deve se resignar aos valores que recebeu quando nasceu. E, se possível, permanecer no lugar onde nasceu, pregando assim um imobilismo social que está mais sintonizado com as castas indianas que com liberalismo ocidental.

    Tecnicamente falando, há grandes falhas. Perceba, por exemplo, que o pai de Melanie, Earl (o bom Fred Ward, desperdiçado no papel), se veste de soldado confederado para atuar num evento e sai da sala bradando: "Fora ianques!". Pois bem. O filme está montado de uma maneira que o tal evento só acontecerá no dia seguinte. Será que o pobre Earl passou um dia inteiro vestido a caráter e gritando "Fora ianques"?

    Mesmo assim, Doce Lar faturou incríveis US$ 120 milhões nos cinemas dos EUA, provando novamente que a voz das bilheterias é a voz de Deus.

    28 de novembro de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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