DOGMA DO AMOR

DOGMA DO AMOR

(It's All About Love)

2002 , 104 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Thomas Vinterberg

    Equipe técnica

    Roteiro: Mogens Rukov, Thomas Vinterberg

    Produção: Birgitte Hald

    Fotografia: Anthony Dod Mantle

    Trilha Sonora: Nikolaj Egelund

    Elenco

    Abou-Bakre Aalam, Alun Armstrong, Claire Danes, Håkan Andersson, Joaquin Phoenix, Margaretha Björklund, Meaza Beyene Muhaxhiri, Sean Penn

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O cineasta dinamarquês Thomas Vinterberg, diretor do aclamado Festa de Família e um dos criadores do Manifesto Dogma, abandonou tudo o que ele pregava antes. Que bom! O Dogma era realmente uma grande jogada de marketing, e como quase todas, não se sustentou por muito tempo. Bom para quem gosta de cinema bem acabado, e não de super-8 doméstico transcrito para 35 milímetros. Agora com a câmera no tripé, pós-produção de som imagem, efeitos especiais e tudo o que tem direito, Vintenberg resolveu contar uma trágica história de amor futurista em Dogma do Amor.

    Ambientado em 2021, o filme começa mostrando John (Joaquin Phoenix, de Gladiador) chegando ao aeroporto de Nova York para um breve encontro com sua ex-esposa Elena (Claire Danes, de Romeu + Julieta). A idéia é que ela assine rapidamente os papéis do divórcio, para que ele possa prosseguir sua vida normalmente. Porém, logo no desembarque John é abordado por dois homens estranhos que lhe informam que Elena não poderá comparecer ao encontro. Mas que o levarão até ela, para que os papéis sejam imediatamente assinados. A contragosto, John aceita ser conduzido até a ex-esposa, sem saber que na verdade ele está sendo levado para o bizarro mundo do sucesso a qualquer preço, onde a fama obtida por Elena acabou se tornando uma prisão de proporções e conseqüências inimagináveis. O que era para ser uma breve escala num aeroporto vira um pesadelo sem fim.

    Dogma do Amor (nome estranho para um filme que não faz parte do Dogma) consegue criar um bom e envolvente clima de tensão e suspense. A luz é fria, a ambientação é gelada, o estilo de ficção científica é misteriosamente convincente. e o roteiro traz algumas boas idéias. Como as pessoas morrendo na rua por falta de amor, por exemplo... e os sobreviventes passando por cima delas como se nada acontecesse. Outra boa sacada é o personagem de Sean Penn, um homem que está sempre voando em aviões porque tinha medo de voar, submeteu-se a um tratamento que não deu certo, e agora não consegue manter os pés no chão. Simbólico e filosófico. Porém, na medida em que a trama se desenrola e os mistérios vão sendo esclarecidos, o filme perde fôlego, começa a patinar (como sua protagonista principal, aliás) e não consegue prender o interesse da platéia até o final. Os últimos dez minutos, por sinal, chegam a ser extremamente enfadonhos.

    Vale, pelo menos, pela primeira metade, e pela comemoração do fato de Vintenberg ter abandonado o chatíssimo Dogma.

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