DOIS É BOM, TRÊS É DEMAIS

DOIS É BOM, TRÊS É DEMAIS

(You, Me and Dupree)

2006 , 101 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 15/09/2006

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Anthony Russo, Joe Russo

    Equipe técnica

    Roteiro: Mike LeSieur

    Produção: Mary Parent, Owen Wilson, Scott Stuber

    Fotografia: Charles Minsky

    Trilha Sonora: Rolfe Kent

    Estúdio: Universal Pictures

    Elenco

    Amanda Detmer, Kate Hudson, Matt Dillon, Michael Douglas, Owen Wilson, Seth Rogen

  • Crítica

    15/09/2006 00h00

    Está longe de ser uma novidade: casal apaixonado e "caretinha" recebe a visita do amigo inconveniente. Ele inferniza a vida de todos, torna-se insuportável, mas no fundo se mostra um bom sujeito e se redime dos pecados com algumas atitudes edificantes. Uma fórmula das mais manjadas de Hollywood se repete em Dois é Bom, Três é Demais. Mas tem um porém: trata-se de uma repetição das mais simpáticas.

    Após uma cerimônia de casamento perfeita, realizada nas paradisíacas ilhas do Havaí, Molly (Kate Hudson) e Carl (Matt Dillon) começam a tão esperada vida a dois. Mas logo nos primeiros dias de casados, eles se vêem praticamente obrigados a hospedar Dupree (Owen Wilson, também produtor do filme), melhor amigo e padrinho de Carl, que perdeu o emprego e não tem onde morar. Tudo seria "apenas por alguns dias", enquanto a inconveniente visita se arrumasse na vida. O problema é que ela nunca se arruma. Avesso a todo tipo de regra social, pregador do hedonismo e da alegria de viver, Dupree não faz muito esforço em arrumar um novo emprego. O que era para ser temporário se torna cada vez mais permanente. Está estabelecido o caos.

    Apesar da mesmice do tema, Dois é Bom, Três é Demais traz algumas boas notícias. Primeira: trata-se de uma comédia americana sem as baixarias escatológicas que andam marcando o gênero ultimamente. Temos uma ou duas "piadas de banheiro" e só. Segunda: a química entre o elenco funciona bem, com Owen Wilson na medida exata entre o simpático, o divertido e o insuportável. Terceira e a mais importante: com bons diálogos e ritmo ligeiro, o filme cumpre o que promete, ou seja, diverte. E ainda consegue, de raspão, fazer uma leve crítica à típica ganância norte-americana pelo lucro, representada pelo personagem de Michael Douglas. Não vai mudar o mundo, mas garante um bom entretenimento familiar.

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