DOMINO - A CAÇADORA DE RECOMPENSAS

DOMINO - A CAÇADORA DE RECOMPENSAS

(Domino)

2005 , 128 MIN.

18 anos

Gênero: Ação

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Tony Scott

    Equipe técnica

    Roteiro: Richard Kelly

    Produção: Ridley Scott, Samuel Hadida, Tony Scott

    Fotografia: Daniel Mindel

    Trilha Sonora: Harry Gregson-Williams

    Estúdio: Scott Free Productions

    Elenco

    Jacqueline Bisset, Julian Berlin, Keira Knightley, Lashandra Davis, Macy Gray, Mena Suvari, Mickey Rourke, Mo'Nique, Riz Abbasi, Shondrella Avery, Tabitha Brownstone

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Desde que os canais musicais surgiram, o mercado musical passou a demandar vídeos que divulgassem as músicas lançadas. A criação do videoclipe significou uma verdadeira revolução não somente no mercado fonográfico, mas também no cinematográfico. Isso porque, cada vez mais, filmes bebem diretamente da fonte visual dos videoclipes. Só que existe um limite entre cinema e videoclipe. São coisas diferentes, concorda? Mas Tony Scott não pensa assim. É só assistir a seu novo filme, Domino - A Caçadora de Recompensas que fica evidente essa falta de noção cinematográfica.

    O roteiro do filme é baseado na história de Domino Harvey (aqui vivida por Keira Knightley). Filha do ator Laurence Harvey (Sob o Domínio do Mal, de 1962), cresceu na Inglaterra, mas se mudou para Los Angeles com a mãe (Jacqueline Bisset) quando o pai morreu. Nos EUA, a jovem passa a viver a realidade dos jovens norte-americanos endinheirados - algo bem parecido com o que se passa com os protagonistas do seriado Barrados no Baile, referência constante durante todo o filme. Mas a bela menina rica não fica satisfeita com essa vida boa. Coitadinha, ela só quer diversão. E como consegue? Sendo uma caçadora de recompensa. Logo ela se une a Ed Mosbey (Mickey Rourke) e Choco (Edgar Ramirez) nesse trabalho tão instável e cheio de adrenalina, como ela queria.

    Não há como negar que a história da mulher que inspirou o roteiro de Domino - A Caçadora de Recompensas deve ter sido intensa, no mínimo. A verdadeira Domino era amiga pessoal de Tony Scott - ela morreu aos 35 anos, em junho de 2005, após uma overdose acidental de anestésicos. Por isso, não pôde conferir o resultado final deste projeto, que estava no papel desde 2002. O roteiro, no entanto, é levemente inspirado no que aconteceu realmente na vida de Domino. Por isso, não se trata de uma cinebiografia, mas sim de a romantização do que ela viveu realmente.

    Domino é a tradicional "riquinha entediada". Belíssima, poderia conseguir quase tudo que quisesse, mas preferiu entrar no mundo violento dos caçadores de recompensa - função que até agora não entendi muito bem. É somente isso que Domino - A Caçadora de Recompensas tem a oferecer: um personagem forte. O roteiro concentra-se tanto nela que todos os acontecimentos ficam em segundo plano. E quem perde é o espectador, que acaba confuso no meio de tantas reviravoltas e flashbacks. Bagunça maior, só na montagem. São tantos cortes que a câmera não fica parada mais do que dez segundos num objeto. Nos primeiros minutos, essa estética modernosa chupada de videoclipes até parece divertida. Mais de duas horas depois, no entanto, o espectador sai estressado da sala, saturado por tantos cortes, cores e acontecimentos na trama.

    Isso sem contar que sempre tem alguém gritando - especialmente a protagonista -, atirando, cortando braços ou qualquer outra coisa. Tudo bem, é uma trama de essência violenta, mas, como já foi dito, é preciso ter limites. A fotografia, de cores saturadas e esverdeadas, pode ser bonita no começo, mas, assim como a montagem, só faz com que o espectador fique mais e mais cansado a cada minuto de película.

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