DOUTORES DA ALEGRIA

DOUTORES DA ALEGRIA

(Doutores da Alegria)

2005 , 96 MIN.

anos

Gênero: Documentário

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Mara Mourão

    Equipe técnica

    Roteiro: Mara Mourão

    Produção: Fernando Dias

    Fotografia: Hélcio Negamine

    Trilha Sonora: Arrigo Barnabé

    Elenco

    Ângelo Brandini, Beatriz Sayad, César Gouvêa, César Tavares, Cláudia Zucheratto, Dagoberto Feliz, Danielle Barros, Enne Marx, Eugenio La Salvia, Fernando Escrich, Wellington Nogueira

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Fundada pelo ator Wellington Nogueira em 1991, a organização Doutores da Alegria atua em hospitais em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. Em 14 anos de existência, ela acumula números favoráveis: após ter visitado 350 mil crianças e adolescentes hospitalizados, conta hoje com 35 atores profissionais. O documentário Doutores da Alegria é sobre essa organização, cujo trabalho consiste em levar os atores até os quartos desses hospitais onde atuam. Lá, vestidos de palhaços, eles brincam com os pacientes (e também seus acompanhantes) a fim de levar um pouco de cor aos corredores cinzas e tristes dos hospitais. Inspirada em um projeto surgido em Nova York, a Doutores da Alegria tornou-se a única organização do gênero no mundo a contar com um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento próprio, responsável por pesquisar e difundir o conhecimento adquirido.

    O trabalho dos Doutores da Alegria neste documentário, roteirizado e dirigido por Mara Mourão, serve como condutor para que se discuta o papel do palhaço na sociedade. E são eles mesmos que conduzem esse diálogo. Com muito bom humor e sensibilidade, a produção mescla imagens dos atores nos hospitais, atuando junto aos pacientes, a depoimentos deles mesmos.

    Doutores da Alegria mostra como o mundo é visto pelos olhos dos palhaços. Além disso, traça um rápido histórico da ação do palhaço desde o começo da história, mostrando que esse tipo de artista sempre foi importante para o escapismo dentro da sociedade. Escapismo que os atores deste grupo fornecem aos que estão presos nos hospitais onde atuam. Ao mesmo tempo em que levam o público ao sorriso e às lágrimas, os palhaços de Doutores da Alegria fazem com que se pense sobre sua função social, papel que não costuma ser discutido. As câmeras de Mara Mourão fazem mais do que simplesmente registrar as palhaçadas dos Doutores e dão voz para que eles discorram sobre sua profissão.

    Tudo isso é feito de uma forma extremamente emocional. Não tem como não ficar com os olhos cheios d'água ao ver um Doutor da Alegria conquistando o sorriso de uma criança presa a tubos e fios em uma cama. Pensando, também, no escapismo que esse tipo de trabalho proporciona não somente ao espectador, mas também ao próprio artista, Doutores da Alegria torna-se um documentário belo e sensível, sem ter medo de cair no piegas.

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