DR. T E AS MULHERES

DR. T E AS MULHERES

(Dr. T and The Women)

2000 , 121 MIN.

Gênero: Comédia

Estréia:

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Robert Altman

    Equipe técnica

    Roteiro: Anne Rapp

    Produção: James Mclindon, Robert Altman

    Fotografia: Jan Kiesser

    Trilha Sonora: Lyle Lovett

    Estúdio: Sandcastle 5 Productions

    Elenco

    Farrah Fawcett, Helen Hunt, Laura Dern, Liv Tyler. , Richard Gere, Shelley Long

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O título pode enganar. Principalmente pelo tamanho da letra "T" nos pôsteres do filme. Mas, na verdade, Dr. T e As Mulheres não tem a menor vocação para pornochanchada. E (aleluia!) desta vez o duplo sentido nada tem a ver com as falcatruas dos tradutores das distribuidoras brasileiras. O filme se chama - mesmo - Dr. T and The Women, no original.

    O título se refere ao Dr. Travis (Richard Gere), um charmoso médico ginecologista que consegue manter toda a calma e a frieza possíveis para administrar as dezenas de mulheres neuróticas que o cercam. Sua esposa (Farrah Fawcett, do antigo seriado As Panteras) está enlouquecendo, sua filha (Kate Huson, de Quase Famosos) está prestes a se casar, sua cunhada alcoólatra (Laura Dern) mudou-se para sua casa junto com as três filhas pequenas e, como desgraça pouca é bobagem, sua clientela - quase toda formada por peruas texanas - tem verdadeiras crises de histeria na recepção do consultório. Em meio a este caos hormonal, Travis encontra o que parece ser um porto seguro: a presença equilibrada de Bree (Helen Hunt, de Do Que As Mulheres Gostam), uma tranqüila instrutora de golfe.

    Quem curte a obra do diretor Robert Altman não vai se decepcionar com seu estilo narrativo, em que várias histórias protagonizadas por dezenas de personagens se entrelaçam com maestria e fluidez. Assim como em Short Cuts - Cenas da Vida e Pret à Porter, Dr. T e As Mulheres também segue o estilo quase inimitável de Altman. Não faltam diálogos afiados, ótimas interpretações e generosas doses de sarcasmo e crítica social.

    Justamente por isso não se deve esperar uma simples comédia romântica convencional. Altman adiciona em sua trama várias pitadas dramáticas, reflexões sobre a condição humana (principalmente a feminina, contra quem volta sua metralhadora giratória) e realiza desta forma um filme que o espectador mais desavisado (ou mais acostumado aos padrões hollywoodianos) pode até estranhar. Principalmente no final, quando o diretor dá asas à imaginação e se permite concretizar, em celulóide, uma cena que cineastas menos ousados deixariam apenas no plano da imaginação.

    Curta sem preconceitos.

    4 de abril de 2001
    ____________________________________________
    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Televisão, Canal 21, Band News e Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus