Pôster nacional do longa Drácula: A História Nunca Contada

DRÁCULA: A HISTÓRIA NUNCA CONTADA

(Dracula Untold)

2014 , 92 MIN.

14 anos

Gênero: Ação

Estréia: 23/10/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Gary Shore

    Equipe técnica

    Roteiro: Burk Sharpless, Matt Sazama

    Produção: Alissa Phillips, Jon Jashni, Joseph M. Caracciolo Jr., Michael De Luca, Thomas Tull

    Fotografia: John Schwartzman

    Trilha Sonora: Ramin Djawadi

    Estúdio: Legendary Pictures, Michael De Luca Productions, Universal Pictures

    Montador: Richard Pearson

    Distribuidora: Universal Pictures Brasil

    Elenco

    Andrew Zographos, Anthony Briers, Arkie Reece, Art Parkinson, Ash Cook, Bobby Marno, Bomber Hurley-Smith, Charlene Gleeson, Charles Dance, Charlie Berkeley, Charlie Cox, Chris Cherry, Cole Currin, Darren Speers Crothers, Davide Manganelli, Diarmaid Murtagh, Dilan Gwyn, Dominic Borrelli, Dominic Cooper, Ferdinand Kingsley, Frank Cannon, Glen Barry, Gordon Bell, Hunter Stratton Boland, J.J. Murphy, James Edlin, Jeffrey Nelson, Jesse Morris, Joana Metrass, Joseph Long, Lasco Atkins, Laurence Doherty, Luke Evans, Marco Staines, Matthew Åkerfeldt, Mel Lyle, Neville Steenson, Nick Donald, Noah Huntley, Omar Youssef, Paul Bullion, Paul Casar, Paul Kaye, Peter Heenan, Rachel Kennedy, Richard Buick, Richard Hansen, Ronan Vibert, Ross Moneypenny, Ruth Baxter, Samantha Barks, Sarah Gadon, Shane McCaffrey, Thor Kristjansson, Tom Benedict Knight, Tyrone Kearns, William Houston, Zach McGowan

  • Crítica

    21/10/2014 14h28

    Por Daniel Reininger

    A história de Drácula é uma das mais contadas no cinema, então fica difícil imaginar algo realmente novo quando qualquer adaptação de Bram Stoker é anunciada. Dessa vez, a Universal conseguiu inovar e criou uma história de super-herói com o temido vampiro. Isso não significa que o filme é bom, muito pelo contrário, culpa do protagonista instável, roteiro raso e atuações fracas, mas, ao menos, procura ir além do conto clássico.

    Não me entenda mal, é possível se divertir com A História Nunca Contada. Quem gosta da franquia Anjos Da Noite ou estiver disposto a ver Drácula como herói sombrio será capaz de curtir essa produção, desde que o cérebro se mantenha desligado, claro. Afinal, tudo, desde o motivo da guerra, até a sua conclusão, se baseia em situações improváveis, criadas de forma preguiçosa, que funcionam apenas se não forem analisadas.

    Tudo começa quando um vampiro que mora nas montanhas da Transilvânia mata batedores Turcos que se aventuravam por ali. O império decide então fazer o pequeno reino pagar pela "ousadia" e exige como tributo 1000 crianças para serem treinadas como soldados. Drácula (Luke Evans), governante local, aceita as condições, mas quando os inimigos querem levar seu próprio filho, ele decide enfrentá-los. Sem exército, resolve visitar o ser que vive nas montanhas a fim de conquistar seus poderes.

    Como você deve ter percebido, ninguém se preocupou muito com a lógica dos eventos, desde que o protagonista tivesse superpoderes antes da metade do filme. Nem é preciso mencionar os motivos tolos para a invasão ou as atitudes sem sentido do protagonista até então, porém é impossível ignorar um fato: Como Drácula sabia que a criatura que vivia na montanha, da qual nunca ouvira falar até dias antes e sua única fonte de informação é um livro de mitos antigos, poderia lhe conceder poderes suficientes para destruir um exército de 100 mil homens? Na dúvida, o diretor Gary Shore preferiu ignorar detalhes como esses e seguir da forma mais simplória possível para ir ao que interessa: porrada.

    De fato, quando a ação começa, o longa fica divertido. Os efeitos são interessantes e as batalhas sangrentas. Embora pouco se saiba do mundo além das fronteiras da Transilvânia, o clima gótico funciona. O reino é desolado, cercado de picos íngremes, com nevoa constante e florestas sombrias. A direção de arte cria belos cenários e os figurinos fazem sentido.

    O problema é que logo fica óbvio que nada pode ferir o protagonista, com isso, o senso de urgência e perigo desaparece por completo. Claro, ele se preocupa com a família, mas sua mulher e filho são desinteressantes e fica difícil se importar realmente com o destino deles. Na verdade, o elenco de apoio não ajuda. O vilão é caricato, seus capangas ainda piores e os aliados fracos e dispensáveis.

    O próprio Drácula é mal construído, incapaz de conciliar atos e palavras. Os diálogos tentam fazê-lo parecer um paladino da justiça, mas suas ações são cruéis e irresponsáveis. É essa tentativa de humanizar o famoso vampiro o principal problema do filme. Os produtores sentiram a necessidade de transformá-lo em alguém honrado para justificar o uso do monstro como herói da ação. Como consequência, falta coerência ao protagonista, que parece mentalmente instável, embora essa não seja a intenção do longa.

    O roteiro fraco e repleto de furos apenas reforça os defeitos e deixa a sensação de que a tal História Nunca Contada deveria ter permanecido em segredo. Já que foi revelada, a dica é: assista despreocupadamente ao lado de bons amigos, com baldes de pipoca, cervejas e aproveite o fato desse vampiro, ao menos, não brilhar ao Sol.

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