DRAGÃO VERMELHO

DRAGÃO VERMELHO

(Red Dragon)

2002 , 124 MIN.

16 anos

Gênero: Suspense

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Brett Ratner

    Equipe técnica

    Roteiro: Ted Tally

    Produção: Dino De Laurentiis, Martha De Laurentiis

    Fotografia: Dante Spinotti

    Trilha Sonora: Danny Elfman

    Estúdio: Dino De Laurentiis Productions, Universal Pictures

    Elenco

    Al Brown, Alex Berliner, Alex D. Linz, Andreana Weiner, Anthony Heald, Anthony Hopkins, Anthony Reynolds, Azura Skye, Bill Duke, Brenda Strong, Christopher Curry, Cliff Dorfman, Conrad E. Palmisano, David Doty, Dwier Brown, Edward Nickerson, Edward Norton, Elizabeth Dennehy, Emily Watson, Frank Bruynbroek, Frankie Faison, Gianni Russo, Grace Stephens, Harvey Keitel, Hillary Straney, Jeanine Jackson, John Rubinstein, Jordan Gruber, Joseph Simmons, Katie Rich, Ken Leung, Kevin Bashor, Kyra Helfrich, Lalo Schifrin, Lucy Stephens, Madison Mason, Marc Abraham, Marguerite MacIntyre, Mark Moses, Mary Anne McGarry, Mary-Louise Parker, Michael Cavanaugh, Morgan Gruber, Philip Seymour Hoffman, Phillip B. Fahey, Ralph Fiennes, Richard Pelzman, Robert Curtis Brown, Stanley Anderson, Tanya Newbould, Terence Rowley, Thomas Curtis, Tim Wheater, Tom Verica, Tyler Patrick Jones, Veronica De Laurentiis, William Lucking

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Ainda que fora de ordem, finalmente se completa a trilogia dos livros escritos por Thomas Harris sobre o terrível Hannibal, o Canibal. No cinema, a ordem foi O Silêncio dos Inocentes, Hannibal e agora Dragão Vermelho. Cronologicamente, porém, Dragão Vermelho deveria ter sido o primeiro filme.

    A história se inicia já mostrando um Hannibal (Anthony Hopkins, quem mais?) psicopata, criminoso... e profundamente elegante. O filme não tem a proposta de mostrar as origens do personagem. Logo nos primeiros minutos, antes mesmo dos créditos iniciais, ele tenta – literalmente – comer o fígado de Will Graham (Edward Norton), o policial que acaba de descobrir suas tendências, digamos, “gastronômicas”. Ambos se ferem de maneira quase mortal. Há um corte de tempo de “several years” (que a legenda em português risivelmente traduz como “sete anos”) e vemos que Graham se aposentou da polícia. Depois de quase morrer nas mãos de Cannibal, agora ele só quer cuidar da família e reformar barcos. Porém, seu ex-patrão Jack (Harvey Keitel) lhe pede apenas uma “pequena ajuda” para rastrear os passos de um violento serial killer. E Graham volta à ativa, para o desespero de sua esposa Molly (Mary-Louise Parker).

    A partir daí, Brett Ratner (o mesmo de um Homem de Família e de A Hora do Rush 1 e 2) desenvolve um suspense policial bastante tenso e envolvente. Sim, há algumas cenas que poderiam ser facilmente “enxugadas”, sem que se perdesse nada da trama com isso, mas são defeitos menores para um filme bastante eficiente no que se propõe: causar tensão. Chama a atenção a atuação do britânico Ralph Fiennes (O Paciente Inglês) no papel de vilão, e lamenta-se o desperdício do pequeno papel de Emily Watson (Ondas do Destino), sub-aproveitada.

    O final acende a vontade de se rever O Silêncio dos Inocentes.

    31 de outubro de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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