Pôster de Dragon Ball Z - A Batalha dos Deuses

DRAGON BALL Z - A BATALHA DOS DEUSES

(Dragon Ball Z: Battle of Gods)

2013 , 85 MIN.

10 anos

Gênero: Animação

Estréia: 11/10/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Masahiro Hosoda

    Equipe técnica

    Roteiro: Yūsuke Watanabe

    Produção: Akira Toriyama

    Trilha Sonora: Norihito Sumitomo

    Estúdio: Toei Animation Company

    Distribuidora: Diamond Films

    Elenco

    Alfredo Rollo, Fábio Lucindo, Felipe Grinnan, Gileno Santoro, Guilherme Lopes, Jonas Mello, Luiz Antônio Lobue, Marcelo Pissardini, Márcio Araújo, Tânia Gaidarji, Vagner Fagundes, Wendel Bezerra

  • Crítica

    07/10/2013 18h50

    Fãs de animações japonesas sabem que o grande forte do anime Dragon Ball, um dos mangás adaptados para a TV mais populares dos anos 90, era sua riqueza em tramas e reviravoltas. Feliz ou infelizmente, a saga do Kakaroto coleciona fãs exigentes. E se você é um deles, provavelmente vai se decepcionar com o longa Dragon Ball Z - A Batalha Dos Deuses se esperava aquela saudosa pancadaria e uma busca mirabolante por símbolos intergaláticos. Mas para compensar este vazio, o longa resgata uma das características mais caras à sua trajetória.

    Lançado após hiato de 17 anos, o quarto filme da franquia Dragon Ball é centrado na busca no vilão Bills, que desperta de uma soneca de longos anos com a lembrança de um sonho preminitório onde enfrentava um guerreiro superior denominado Super Saiyajin Deus.

    Ao descobrir que o alienígena Freeza havia sido derrotado por Goku, o deus da destruição parte em busca do Kakaroto para saber mais sobre a tal entidade. Sua meta, então, passa a ser um encontro com esta divindade superpoderosa.

    Encontrar um guerreiro que hipoteticamente se igualaria a seu poder como Deus é um bom motivo para despertar de um sono profundo. Mas em detrimento de seu título, A Batalha dos Deuses não privilegia o grande confronto entre Bills e o Deus Saiyajin, gastando metade de seus cansados 85 minutos entre diálogos amenos e que pouco agregam à trama.

    E quando finalmente chega o momento das divindades se enfrentarem, a batalha não empolga tanto quanto deveria, uma frustração para quem acompanhou os encontros explosivos da busca de Goku pelas esferas do dragão durante a infância.

    A falta de profundidade do Deus da destruição, que acorda de um sono profundo sem passado e sem propósito, depõe contra a construção da história do longa, centrado justamente nos objetivos impostos por este antagonista. Em termos estéticos, as cenas da batalha são bem menos interessantes do que os desenhos do mangá, com planos da luta pouco caprichados.

    Em contrapartida à luta inexpressiva entre Bills e o Deus Saiyajin, o novo filme da franquia recupera o humor característico da saga, com tons inclusive ousados para o desenho japonês.

    A dúvida que fica sobre a produção é: tanto humor consegue equilibrar a fragilidade de sua trama e uma direção fria em termos de ação? Para quem é fã do anime, certamente o tom bem-humorado de Dragon Ball Z - A Batalha dos Deuses deve despertar seu tom de nostalgia. Mas a grande batalha entre divindades não faz jus a seu título.

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