DRIVE (2011)

DRIVE (2011)

(Drive (2011))

2011 , 100 MIN.

16 anos

Gênero: Ação

Estréia: 02/03/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Nicolas Winding Refn

    Equipe técnica

    Roteiro: Hossein Amini

    Produção: Adam Siegel, Gigi Pritzker, John Palermo, Marc Platt, Michel Litvak

    Fotografia: Newton Thomas Sigel

    Trilha Sonora: Cliff Martinez

    Estúdio: Bold Films, Drive Film Holdings, Marc Platt Productions, Motel Movies, Odd Lot Entertainment, Seed Productions

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Albert Brooks, AndySan Dimas, Bryan Cranston, Carey Mulligan, Cesar Garcia, Chris Muto, Christina Hendricks, Craig BaxleyJr., Dieter 'Dietman' Busch, James Biberi, Jeff Wolfe, Jim Hart, Joe Bucaro III, Joe Pingue, John Pyper-Ferguson, Kaden Leos, Kenny Richards, Mara LaFontaine, Oscar Isaac, Rachel Belle, Ralph Lawler, Ron Perlman, Russ Tamblyn, Ryan Gosling, Steve Knoll, Teonee Thrash, Tiara Parker, TimTrella, Tina Huang

  • Crítica

    01/03/2012 08h00

    Em tempos de barulheira veloz e furiosa, Drive soa como sinfonia aos ouvidos. Isso fica claro na sequência de abertura do longa, quando o personagem de Ryan Gosling presta seus serviços de piloto de fuga a dois ladrões que acabam de roubar um armazém de Los Angeles.

    Localizados pela polícia, que começa a persegui-los em carros-patrulha com apoio de um helicóptero, o motorista sem nome dá início a um jogo de xadrez sobre rodas que dispensa os sonoros cavalos de pau e a alta velocidade de praxe. Nada de capotagens, de carros de polícia de cabeça pra baixo com sirenes desafinadas. O xeque-mate ocorre no interior de uma movimentada garagem e é dado por um jogador frio, sem alarde, sem barulho.

    Este personagem, um tipo de calma desconcertante e poucas palavras, nos remete a um arquétipo bem explorado em Hollywood por décadas: o homem de olhar triste e ambiguidade perturbadora carregando mistérios indecifráveis em sua alma. E Ryan Gosling e seu carisma tímido são muito bem explorados pelo diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn (O Guerreiro Silencioso), vencedor do prêmio de Melhor Diretor em Cannes. Como o escorpião estampado em sua jaqueta, o piloto não pode fugir de sua natureza, e ela o conduz a um final de alta tensão.

    Dublê de cenas com carros em Hollywood durante o dia, ele trabalha à noite como motorista profissional de fugas no submundo do crime. Depois de tentar ajudar o marido de sua atraente vizinha Irene (Carey Mulligan), torna-se alvo de perigosos criminoso de Los Angeles. Para livrar Irene e seu filho da fúria dos bandidos, sua única opção é fazer o que sabe de melhor: dirigir.

    Passado supostamente nos dias atuais, Drive tem ambientação estética e musical com cara dos anos 80. A trilha sonora possui diversas músicas de Cliff Martinez, que hoje é compositor de trilhas sonoras, mas já foi baterista da banda californiana Red Hot Chilli Peppers. O resultado se alinha perfeitamente com o filme, em todas as sequências, revelando não apenas a tensão visual, mas também sonora de algumas cenas. Por último, a fotografia evocativa de Newton Thomas Sigel dá o tom retrô e faz a audiência mergulhar no mundo dos filmes de carros que marcaram épocas passadas.

    Drive, injustamente desprezado pelo Oscar, é verdadeiramente uma das joias de 2011. Refn é parcimonioso com as imagens como seu protagonista é com palavras e leva ao público uma produção mais que bem-vinda num momento em que parece obrigação ruminar tudo à exaustão para o público.


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