DUAS INGLESAS E O AMOR

DUAS INGLESAS E O AMOR

(Les Deux Anglaises el Le Continent)

1971 , 130 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • François Truffaut

    Equipe técnica

    Roteiro: François Truffaut, Jean Gruault

    Produção: Claude Miller, Marcel Berbert

    Fotografia: Néstor Almendros

    Trilha Sonora: Georges Delerue

    Elenco

    Jean-Pierre Léaud, Kiki Markham, Marie Mansart, Philippe Léotard, Stacey Tendeter, Sylvia Marriott

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Henri Pierre Roché, o mesmo autor do livro que em 1961 havia originado o clássico Jules & Jim, foi novamente inspiração para Truffaut realizar, dez anos depois, mais um ótimo tratado sobre o “amor a três”: Duas Inglesas e o Amor, drama que reestréia em São Paulo neste fim de semana.

    Tudo acontece no início do século 20, quando o jovem burguês Claude (Jean-Pierre Léaud, um dos atores favoritos de Truffaut) trava uma grande amizade com duas irmãs inglesas: Anne (Kika Markahm) e Muriel (Stacey Tendeter). Aos poucos, Claude, Anne e Muriel se envolvem num carrossel de emoções confusas e paixões desenfreadas. São confissões apaixonadas, declarações incontidas de amor eterno, tragédias e monumentais dores de cotovelo que se equilibram na fina linha que divide a paixão da loucura. Tudo sob a direção sempre seguríssima de Truffaut, que imprime em seu filme um ritmo ágil e envolvente.

    Não há momentos mortos: a trama flui a passos largos, permeando com eficiência os pontos de vistas dos três personagens centrais. Como sempre, Truffaut evita o piegas e foge das fáceis armadilhas cinematográficas de maneira direta, quase minimalista, numa época em que o termo sequer existia.

    Se o filme envelheceu? Sim. Este perde-e-ganha amoroso idealizado por Roché e filmado por Truffaut pode parecer “over” para as platéias de hoje. Mas, sem dúvida, as marcas de gênio do cineasta ainda estão firmes e fortes no celulóide. Seja num sutil reflexo de água no casco de um navio ou na vibrante direção de elenco.

    Quem curte Truffaut não deve deixar de ver... mesmo que a cópia do filme, principalmente em sua parte final, não esteja exatamente em condições satisfatórias.

    29 de outubro de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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