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DUAS IRMÃS, UMA PAIXÃO

(Die Geliebten Schwestern)

2014 , 138 MIN.

Gênero: Drama

Estréia: 19/03/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Dominik Graf

    Equipe técnica

    Roteiro: Dominik Graf

    Produção: Grigoriy Dobrygin, Uschi Reich

    Fotografia: Michael Wiesweg

    Trilha Sonora: Florian van Volxem, Sven Rossenbach

    Estúdio: Bavaria Filmverleih- und Produktions GmbH

    Montador: Claudia Wolscht

    Distribuidora: Europa Filmes

    Elenco

    Andreas Pietschmann, Anne Schäfer, Christine Zart, Claudia Messner, Florian Stetter, Hannah Herzsprung, Henriette Confurius, li Wasserscheid, Maja Maranow, Michael Wittenborn, Peter Schneider, Ronald Zehrfeld

  • Crítica

    19/03/2015 18h20

    Histórias românticas que envolvem triângulo amoroso não é novidade no mundo do cinema. Em várias oportunidades, tivemos que ver a mocinha dividida entre dois amores ou vice-versa. Não é preciso ir tão longe para citar exemplos, afinal, basta lembrar de Bella, Edward e Jacob, de Crepúsculo, e Katniss, Peeta e Gale, de Jogos Vorazes.

    E o longa alemão Duas Irmãs, Uma Paixão, dirigido por Dominick Graf, se apoia nessa fórmula para poder criticar a aristocracia europeia que existia durante o século 18, período em que tudo acontecia de forma tradicional, não podendo sair muito da curva.

    A estratégia de Graff até que deu certo, pois o filme desperta a curiosidade do espectador de como será o desfecho da história, afinal, estamos falando de traição e infidelidade, temas que nem podiam ser levantados na época. No entanto, o longa se perde em sua longa duração (138 minutos) e se torna repetitivo e cansativo, o que acaba prejudicando o seu andamento.

    Baseado na vida de Friedrich Schiller, um dos escritores mais importantes do romantismo alemão, a história acompanha as irmãs Charlotte e Caroline, que vivem um triângulo amoroso com o poeta. O filme não foca no trabalho do artista e, sim, na sua misteriosa relação amorosa com a família von Lengefeld, que até hoje é questionada pelos historiadores, pois há provas mínimas sobre o assunto.

    E isso foi bom de certa forma, pois Graf conseguiu dá uma versão plausível do que aconteceu na época ao enfatizar um amor genuíno entre os três. Na trama, Schiller é um jovem humilde e inteligente, que conhece Charlotte, uma moça que se mudou para a cidade de Weimar para morar com a madrinha e arranjar um casamento com algum nobre.

    Caroline é casada, mas não leva uma vida feliz ao lado do marido. Descontente com sua situação, ela também se apaixona pelo artista. Muito unidas e com juras de amor eterno, as duas não enxergam problema em dividir a paixão por Schiller. A partir daí, os três passam a viver um romance juntos, mas os laços das irmãs podem não ser tão fortes para sustentar essa situação.

    Para compensar os problemas, a direção de Dominik Graf é segura na maior parte do tempo e consegue transmitir bem a retratação da época em que se passa a história, principalmente por saber aproveitar a bela fotografia de Michael Wiesweg, que traz lindas imagens externas do cotidiano europeu, e o figurino, que se mostra fiel ao período abordado.

    Apesar de ser bem feito de uma maneira geral, Duas Irmãs, Uma Paixão deixa a desejar, pois dá a impressão de que podia se aprofundar mais no importante trabalho que Schiller construiu ao longo de sua carreira. Mesmo o foco principal sendo o romance com Charlotte e Caroline, havia elementos históricos sobre ele que podiam ser melhor contextualizados. Assim, a trama se tornaria mais atrativa e não cairia nos clichês dos romances adolescentes.

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