DUAS VEZES COM HELENA

DUAS VEZES COM HELENA

(Duas vezes com Helena)

2001 , 75 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Mauro Farias

    Equipe técnica

    Roteiro: Melanie Dimantas

    Produção: Silvia Fraiha, Tiza Lobo

    Fotografia: José Guerra

    Trilha Sonora: Alexandre Kasin, Berna Ceppas, Harold Emert, Mauro Lima

    Estúdio: Fraiha Produções

    Elenco

    Carlos Gregório, Christine Fernandes, Cláudio Correia e Castro, Duda Mamberti, Fábio Assunção

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Voltando de uma viagem de estudos à Europa, o jovem Polydoro (Fábio Assunção) reencontra seu velho mestre, o professor Alberto (Carlos Gregório). Depois das inevitáveis trocas de recordações, Alberto convida o ex-aluno para passar um fim de semana em sua casa nas montanhas. É ali que Polydoro encontra a bela Helena (Christiane Fernandes). Surge entre os dois um enigmático clima de atração, mistério e sedução. Um grande segredo paira entre os três personagens.

    Segundo longa-metragem de Mauro Farias (sobrinho do ator Reginaldo Farias), dez anos depois da ótima comédia Não Quero Falar Sobre Isso Agora. E novamente o diretor carioca mostra um grande talento narrativo, a exemplo do que já havia feito na minissérie de TV “As Noivas de Copacabana”. Baseado num conto de Paulo Emílio Salles Gomes, Duas Vezes Com Helena mistura com eficiência doses de romance, suspense e mistério. Uma fórmula muito bem administrada graças também a uma ótima direção de atores. Longe de sua imagem de galã global, Fábio Assunção é convincente ao interpretar o jovem assustado por uma situação inusitada. Christiane Fernandes, num papel de poucos diálogos, prende os olhos da platéia com sua presença em cena. E Carlos Gregório faz o contraponto ideal, criando um personagem teoricamente maduro e esclarecido.

    O diretor tira proveito com inteligência de sua pouca verba de produção: ele estiliza seu filme com retroprojeções assumidamente falsas e direção de arte exageradamente gráfica. Em vez de lamentar a falta de recursos, Farias criou um estilo próprio, quase onírico, em cima deste suposto fator limitador. Curto, quase um média-metragem, Duas Vezes Com Helena aponta criativamente para um dos caminhos que podem ser trilhados com sucesso pelo cinema brasileiro: bons textos produzidos por soluções cinematográficas inteligentes, sem pretensões hollywoodianas, mas com conteúdo e qualidade.

    Infeliz e injustamente, o filme saiu de mãos abanando do Festival de Gramado do ano passado.

    6 de fevereiro de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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