DUAS VIDAS

DUAS VIDAS

(The Kid)

2000 , 104 MIN.

anos

Gênero: Comédia

Estréia:

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Jon Turteltaub

    Equipe técnica

    Roteiro: Audrey Wells

    Produção: Christina Steinberg, Hunt Lowry, Jon Turteltaub

    Fotografia: Peter Menzies Jr

    Trilha Sonora: Marc Shaiman

    Estúdio: Disney, Touchstone Pictures

    Elenco

    Bruce Willis, Chi McBride, Emily Mortimer, Jean Smart, Lily Tomlin, Spencer Breslin

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Chegou o Natal! Essa é a impressão que se tem ao final do filme Duas Vidas, que estréia neste final de semana em todo o Brasil. Com Bruce Willis e o garoto estreante Spencer Breslin nos papéis principais, Duas Vidas tem aquele delicioso sabor de fantasia natalina, típica dos filmes de final de ano.

    Quanto menos se contar a história, melhor para o espectador. Mas, lá vai: Bruce Willis é Russ Duritz, um consultor de imagem extremamente profissional e competente no que faz, mas duro e frio como um bloco de gelo na sua vida particular. Ele é ótimo em assessorar a imagem pessoal de políticos e executivos, mas péssimo para lidar com seus próprios sentimentos. Até que um dia, um garotinho aparece na sua vida, e tudo vai mudar. E vamos ficando por aqui. Contar mais é estragar a surpresa.

    Antes de mais nada, vale a ressalva: Duas Vidas é um típico filme dos estúdios Disney. Não por acaso, seu título original é Disney´s The Kid. Isto significa uma produção tipicamente familiar, com cenas lacrimejantes, música exagerada e mensagem edificante. Se esta não for sua praia, esqueça. Se este é o seu estilo, liberte-se de tudo o que for racional e mergulhe fundo na fantasia. A viagem vai valer a pena.

    Tudo bem que a roteirista Audrey Wells (a mesma de George, o Rei da Floresta) e o diretor Jon Turteltab (de Instinto) não trabalharam exatamente sobre um material muuuuito original. É claramente visível que Duas Vidas é uma colagem de elementos de Big, Quero Ser Grande, com os clássicos contos de Natal de Charles Dickens, mais um forte sabor de Frank Capra (A Felicidade Não Se Compra, Do Mundo Nada se Leva, etc.). Mas... e daí? Referências à parte, o filme é delicioso de ser visto. É um convite a auto-crítica, um tapa com luva de pelica na ganância da sociedade atual e – acima de tudo – uma gratificante experiência cinematográfica. Faz rir, faz chorar e faz pensar. E para as fãs de Bruce Willis, um recado: o astro está mais jovem e mais charmoso do que nunca.
    O que mais se pode esperar de um filme?


    04 de outubro de 2000
    ------------------------------------
    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão e do Canal 21. Às sextas-feiras é colunista do Cineclick. [email protected]

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus