DUPLICIDADE

DUPLICIDADE

(Duplicity)

2009 , 125 MIN.

12 anos

Gênero: Suspense

Estréia: 05/06/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Tony Gilroy

    Equipe técnica

    Roteiro: Tony Gilroy

    Produção: Laura Bickford

    Fotografia: Robert Elswit

    Trilha Sonora: James Newton Howard

    Estúdio: Relativity Media, Universal Pictures

    Distribuidora: Paramount Pictures Brasil

    Elenco

    Billy Thornton, Clive Owen, Julia Roberts, Paul Giamatti, Thomas McCarthy, Tom Wilkinson

  • Crítica

    05/06/2009 15h42

    O primeiro filme dirigido pelo até então somente roteirista Tony Gilroy, Conduta de Risco (2007), fez com que seu nome ficasse conhecido também como diretor, principalmente com as sete indicações ao Oscar que o thriller recebeu. Por isso, seu segundo longa, Duplicidade, é recebido com certa ansiedade.

    No filme, Julia Roberts – que aos poucos retoma sua carreira cinematográfica depois de alguns anos afastada – é Claire Stenwick, ex-agente da CIA que resolve enveredar-se no mundo da espionagem corporativa; Clive Owen é Ray Koval, que trabalhava para a inteligência do governo norte-americano. Ambos abandonam o serviço ao governo a fim de servirem a interesses corporativos. Afinal, dizem que as corporações já dominam o mundo e é essa dominação, bem como as verdadeiras guerras travadas entre elas que Duplicidade explora.

    Duplicidade apresenta sempre dois objetos em sentidos opostos numa balança imaginária: a dupla de protagonistas; as corporações rivais; confiar ou não. Os protagonistas são colocados numa verdadeira dança, cujo condutor o espectador conhece aos poucos, na medida em que, por meio de flash-backs, o filme mostra qual o tipo de relação que a dupla vem travado ao longo dos anos, além de suas reais intenções. Basicamente, todos têm duas caras em Duplicidade e o espectador só descobre as verdadeiras no último minuto. Vale reforçar também a excelente noção de mise-en-scène de Gilroy, capaz de conduzir sua câmera e até brincar com a velocidade das cenas para criar belos momentos cinematográficos.

    Essa dança que Gilroy propõe ao espectador é ditada pelo ritmo dos próprios personagens e pela forma como passado e presente são apresentados. São muitos rodopios que podem confundir o menos concentrado; um tropeço pode ser fatal para o desencadeamento do ritmo. Por isso, Duplicidade acaba sendo para um público mais restrito, mas que, se levado pelo passo ditado por Gilroy, é brindado com um complexo e delicioso filme.

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