DURO DE MATAR: UM BOM DIA PARA MORRER

DURO DE MATAR: UM BOM DIA PARA MORRER

(A Good Day to Die Hard)

2013 , 104 MIN.

12 anos

Gênero: Ação

Estréia: 22/02/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • John Moore

    Equipe técnica

    Roteiro: Roderick Thorp, Skip Woods

    Produção: Alex Young

    Fotografia: Jonathan Sela

    Trilha Sonora: Marco Beltrami

    Estúdio: Dune Entertainment, Media Magik Entertainment, Origo Film Group, Twentieth Century Fox Film Corporation

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Amaury Nolasco, Anne Vyalitsyna, Attila Árpa, Bruce Willis, Cole Hauser, Jai Courteney, Jai Courtney, Megalyn Echikunwoke, Norbert Növényi, Patrick Stewart, Sebastian Koch, Yuliya Snigir, Zolee Gansxta

  • Crítica

    19/02/2013 15h17

    Por Daniel Reininger

    O mundo não precisava de outro Duro de Matar. O próprio filme deixa isso claro, quando nos lembra, com uma fala, que não estamos mais nos anos 80. Então por que Bruce Willis está novamente matando todos os bandidos que cruzam o seu caminho enquanto destrói tudo à sua volta? Porque é divertido e atrai o público, assim como acontece com Os Mercenários e tantos outros filmes que apelam para a nostalgia. Simples assim.

    Na trama, John McClane (Bruce Willis), já chamado de vovô por colegas de polícia, vai para a Rússia salvar a pele do filho Jake (Jai Courtney), com quem não fala há anos. Preso, o rapaz foge, ao lado de um prisioneiro político, após um ataque terrorista ao tribunal. Seu pai o encontra durante a fuga, a rápida briga entre os dois complica tudo, porém logo percebem que terão que trabalhar juntos. A partir daí, a dupla quebra tudo para impedir uma nova ameaça aos EUA, sem preocupação com propriedades e vidas alheias.

    Ninguém esperava algo profundo de Duro de Matar 5, mas o roteiro tem furos demais para relevar. A ida de McClane à Rússia não tem lógica, afinal ele nunca se preocupou com o paradeiro do filho antes. Os inimigos parecem ter saído da Guerra-Fria e são um show de clichês, com direito a traições que nem mesmo fazem sentido. É engraçado também como os norte-americanos e os terroristas fazem o que bem entendem na capital russa, sem oposição. A polícia nunca responde às perseguições e tiroteios, quando aparece (um único carro) é para ser fuzilada pelo vilões.

    Bruce Willis interpreta o mesmo personagem há um quarto de século e não parece disposto a jogar a toalha, apesar de não parecer particularmente empolgado com o papel. É difícil ver futuro para a franquia, ainda mais com Os Mercenários ocupando o lugar do grande filme de ação nostálgico. Com isso, Duro de Matar: Um Bom dia Para Morrer é apenas mais uma tentativa de reviver os bons tempos de atores que fizeram a cabeça da geração dos anos 1980, mas são remanescentes de uma fórmula em decadência. Como acontece com O Último Desafio.

    Para dar um ar de novidade, Jai Courtney, da série Spartacus: Blood and Sand, interpreta o filho de McClane, que poucos se lembravam que existia antes desse filme. Jack é muito mais apto como personagem de ação do que Justin Long foi em Duro de Matar 4.0. Entretanto, ele não tem carisma e a ironia de seu pai. Na verdade, Jai não faz muito na tela além de reclamar de quanto John foi ausente em sua vida. Para corrigir isso, o protagonista impressiona o rapaz ao tomar as decisões difíceis e revelar conspirações secretas. Nada mais normal do que um policial de Nova York ser mais eficiente do que um agente da CIA.

    Embora Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer tenha grandes explosões e cenas absurdas, com direito a caminhões blindados voando por aí, nenhum momento é tão impactante como quando McClane arremessa um carro contra um helicóptero em pleno ar em Duro de Matar 4.0 ou a cena da luta no topo do prédio, do primeiro filme. Até hoje me lembro delas com um misto de alegria e incredibilidade. Pena que nenhum momento dessa nova produção proporcione a mesma sensação.

    Duro de Matar
    é uma grande série que diverte com seus exageros, antagonistas marcantes e tem um ótimo personagem principal, que combate vilões na base da porrada. Entretanto, a franquia ficaria muito melhor sem esse quinto filme, pois o termo “diversão despreocupada” não é sinônimo de descaso. Afinal, grandes explosões, suspense e coerência podem e devem andar lado a lado. Fica a dica.

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