DURVAL DISCOS

DURVAL DISCOS

(Durval Discos)

2002 , 96 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Anna Muylaert

    Equipe técnica

    Roteiro: Anna Muylaert

    Produção: Sara Silveira

    Fotografia: Jacob Solitrenick

    Trilha Sonora: André Abujamra

    Estúdio: África Filmes, Dezenove Som e Imagens

    Elenco

    André Abujamra, Ary França, Beto Mello, Bicudo Júnior, Chico Américo, Cláudia Juliana, Etty Fraser, Fábio Sleiman, Isabela Guasco, Kadu Torres, Ken Kaneko, Letícia Sabatella, Marcelo Mansfield, Marisa Orth, Primo Preto, Regina Remencius, Rita Lee, Tânia Bondezan, Theo Werneck, Wilson Sampson

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Grande vencedor (sete prêmios) no Festival de Gramado 2002, Durval Discos é uma deliciosa crônica urbana sobre mudanças e transições. Tudo acontece no bairro paulistano de Pinheiros, onde Durval (Ary França) tem uma pequena loja de antigos discos de vinil. Ele simplesmente se recusa a entrar na era dos CDs. Durval leva uma vida monótona com sua mãe Carmita (Etty Fraser), até o momento em que eles decidem contratar uma empregada, a bela e misteriosa Célia (Letícia Sabatella). Uma coisa é certa: tudo vai mudar. Outra coisa também é certa: não há espectador que consiga prever os rumos desta mudança.

    Durval Discos começa como comédia e aos poucos altera radicalmente seus rumos. Escancara o drama, resvala no suspense, arranha o horror, flerta com o trágico, brinca com o surreal e - incrível - em nenhum momento perde a qualidade. Méritos para a diretora Anna Muylaert, autora de ótimos curtas (A Origem dos Bebês Segundo Kiki Cavalcante, por exemplo), mas estreante em longas. Em Durval Discos, tudo muda radicalmente: a vida de cada um dos personagens, os caminhos da narrativa, a cidade de São Paulo, a própria loja de discos em si.

    Mesmo com um roteiro muito criativo e com uma direção bastante segura, o que mais chama atenção no filme é a interpretação de todo o elenco. Desde a veterana Etty Fraser até a estreante garotinha Isabella Guasco (escolhida entre 100 crianças), passando pelo próprio Ary França (um nome basicamente de teatro, mas que brilha na tela grande), todos estão perfeitos em seus papéis. Trata-se de um dos melhores filmes brasileiros do ano.

    Curiosidade: a casa que serviu de locação pra Durval Discos, na Rua Alves Guimarães, foi demolida para dar lugar a um edifício comercial. As cenas finais do filme são reais.

    18 de março de 2003.

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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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