DÚVIDA

DÚVIDA

(Doubt)

2008 , 105 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 06/02/2009

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • John Patrick Shanley

    Equipe técnica

    Roteiro: John Patrick Shanley

    Produção: Scott Rudin

    Fotografia: Roger Deakins

    Estúdio: Scott Rudin Productions

    Distribuidora: Buena Vista Pictures

    Elenco

    Amy Adams, Bridget Megan Clark, Evan Lewis, Joseph Foster, Lloyd Clay Brown, Lydia Jordan, Matthew Marvin, Meryl Streep, Paulie Litt, Philip Seymour Hoffman, Viola Davis

  • Crítica

    06/02/2009 00h00

    O primeiro filme que John Patrick Shanley dirigiu foi a comédia romântica Joe e o Vulcão, protagonizada por Tom Hanks em 1990. Quase 20 anos depois, ele volta à função em Dúvida, trabalho que não tem absolutamente nada a ver com sua estréia como diretor. Aqui, Shanley explora uma trama pesada - com roteiro assinado por ele, baseado em sua peça -, calcada no conceito que dá nome ao longa-metragem.

    O filme se passa em 1964, um ano depois do assassinato do presidente John F. Kennedy. O episódio significou um momento de crise aos cidadãos norte-americanos, que depositavam fé na figura do líder. No bairro do Bronx (Nova York), o padre Flynn (Philip Seymour Hoffman) aproveita de situações cotidianas - como o próprio crime citado no início deste parágrafo - para desenvolver seus sermões dominicais, acompanhados sempre por uma igreja lotada de fiéis. A dúvida é tema de um sermão, a mesma dúvida que acompanha os personagens do longa-metragem. Nesta mesma congregação, a irmã Aloysius (Meryl Streep) dirige com mão de ferro uma escola de freiras onde a inocente irmã James (Amy Adams) parece detectar uma relação que põe em dúvida as atividades do padre Flynn.

    São essas dúvidas em relação à fé e às atitudes dos personagens que movem os acontecimentos em Dúvida. A questão principal do filme não está relacionada aos fatos, mas sim em como as evidências são interpretadas tanto pelos personagens quanto pelo próprio público. Dúvida não é um filme de conclusões hermeticamente fechadas, o que pode fazer com que ele seja apreciado somente por aqueles que se propõem a ir ao cinema a fim de pensar.

    É um filme difícil, traçado de uma forma complexa e por isso atraente não somente pelo roteiro, mas principalmente pelas atuações. O trio de protagonistas mostra-se forte o suficiente para sustentar as questões abertas propostas pela trama. Aliás, uma única cena protagonizada pela desconhecida Viola Davis (Noites de Tormenta) traz uma força única, rendendo ainda uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante, bem como os outros atores, também nomeados à premiação.

    Tudo graças à direção de Shanley, que, apesar de abusar de alguns maneirismos no posicionamento de suas câmeras - como na utilização de enquadramentos propositalmente tortos e de um pedaço específico de uma escada na escola -, ainda é capaz de direcionar os atores ao caminho necessário exibido pela trama, baseada em suposições, não em fatos.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus