Pôster de É o Fim

É O FIM

(This is the End)

2013 , 107 MIN.

16 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 11/10/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Evan Goldberg, Seth Rogen

    Equipe técnica

    Roteiro: Evan Goldberg, Seth Rogen

    Produção: Evan Goldberg, James Weaver, Seth Rogen

    Fotografia: Brandon Trost

    Trilha Sonora: Henry Jackman

    Estúdio: Mandate Pictures, Point Grey Pictures, Sony Pictures Entertainment

    Montador: Zene Baker

    Distribuidora: Sony Pictures

    Elenco

    A.J. McLean, Aziz Ansari, Brian Huskey, Brian Littrell, Carol Sutton, Channing Tatum, Christopher Mintz-Plasse, Craig Robinson, Danny McBride, David Jensen, David Krumholtz, Douglas M. Griffin, Emma Watson, Howie Dorough, James Franco, Jason Cox, Jay Baruchel, Jonah Hill, Kevin Hart, Kevin Scott Richardson, Lauren Graham, Martin Starr, Michael Cera, Mindy Kaling, Nick Carter, Paul Rudd, Randy Rousseau, Richard Holden, Ricky Mabe, Rihanna, Samantha Ressler, Seth Rogen, Syd Wilder, Yohance Myles

  • Crítica

    10/10/2013 10h26

    Com tantos roteiros dispostos a propor sua versão para o fim do mundo, rir do apocalipse pode ser uma saída inteligente para romper a previsibilidade das profecias da extinção humana. Com uma boa dose de clichês, palavrões e escatologia, o longa É O Fim consegue entreter com escracho e ser fiel ao propósito de um humor não convencional, se arriscando à crítica do gênero. Por outro lado, está recheado de nojeiras, ofensas e até uma pitadinha de machismo.

    Ambientada no âmago da lifestyle hollywoodiana, a aventura traz Seth Rogen, Jay Baruchel, James Franco, Danny McBride, Jonah Hill e Craig Robinson em busca da salvação de suas almas enquanto o apocalipse consome a terra em chamas e destruição. Surpreendidos no meio de uma festa regada a drogas e álcool na mansão de Franco, uma verdadeira fortaleza de luxo, o grupo se vê obrigado a buscar (com ou sem sucesso) sua redenção espiritual ou correr o risco de apodrecer no inferno.

    Nenhuma novidade quanto à crítica aos infindáveis roteiros baseados na previsão bíblica do Livro das Revelações. Mas com a qualidade dos "heróis" eleitos na história, encontrar a salvação enquanto a terra é devastada pelo mal se torna uma tarefa incomum e engraçada (embora um pouco repetitiva), já que o vaidoso Hill se gaba o tempo todo pela indicação ao Oscar, o tarado McBride passa o filme se masturbando, o avarento James Franco esconde mantimentos dos colegas famintos e por aí vai.

    Embora batido, o eterno conflito entre sagrado e profano de É o Fim ganha seus pontos quando é politicamente incorreto (comparar a santíssima trindade a um sorvete napolitano é excelente), mas nem sempre a fórmula dá certo. Ao estilo clube do Bolinha, as perseguições malignas ficam por conta de demônios superdotados e exorcismos regados a vômito, enquanto a zona de conforto dos marmanjos é encontrada em barrinhas de chocolate caramelizados e grandes viagens de álcool e ácido.

    Com fotografia despretensiosa, as cenas de Hollywood em chamas beiram o tosco, bem como os takes da mansão de Franco e dos monstros que promovem a caçada dos personagens. Mas se a arte do filme deixa um pouco a desejar, o ritmo da trama capricha para manter a atenção do público, que é surpreendido com boas piadas até os últimos minutos do filme, literalmente.

    Sem pudor da zoação, a melhor surpresa de É o Fim fica por conta do desapego em fazer piada de suas próprias figuras públicas. Assim, interpretar a si mesmos em um besteirol com todo potencial para acabar com sua reputação revela como os humoristas são mais eficientes até do que os tablóides especializados em criticar e fazer piada.

    "Vai rolar uma festa na casa do James Franco hoje", afirma Seth Rogen no início do filme, pouco antes de encarar o fim do mundo. Mas até chegar lá, eles tomam todas, ficam chapados, azaram as gatinhas da cena pop (Rihanna e Emma Watson) e despejam besteira nos ouvidos do público. Não dá para duvidar que o projeto surgiu mesmo depois de uma festa dessas, que a gente só ouve falar que acontece em Hollywood.

    Com boas sacadas em uma maré de clichês intencionais, É o Fim parece uma daquelas boas ideias para ganhar dinheiro fazendo o que todo mundo gosta: zoar seus amigos. A arrecadação de mais de US$ 122 milhões em todo o mundo, quase quatro vezes o orçamento total da produção, sugere que a empreitada despretensiosa de Seth Rogen e Evan Goldberg realmente deu certo.

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