E SE VIVÊSSEMOS TODOS JUNTOS?

E SE VIVÊSSEMOS TODOS JUNTOS?

(Et si on Vivait tous Ensemble?)

2012 , 96 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 12/10/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Stéphane Robelin

    Equipe técnica

    Roteiro: Stéphane Robelin

    Produção: Aurélia Grossmann, Christophe Bruncher, Philippe Gompel

    Fotografia: Dominique Colin

    Trilha Sonora: Jean-Philippe Verdin

    Estúdio: Home Run Pictures, Les Films de la Butte, Manny Films, Rommel Film, Studio 37

    Distribuidora: Imovision

    Elenco

    Alexandre Robelin, Bernard Malaka, Camino Texeira, Caroline Clerc, Claude Rich, Daniel Brühl, Gaëlle Billaut Danno, Geraldine Chaplin, Gustave de Kervern, Guy Bedos, Gwendoline Hamon, Jane Fonda, Laurent Klug, Lili Robelin, Lionel Nakache, Marie Bruncher, Philippe Chaine, Pierre Richard, Shemss Audat, Stéphanie Pasterkamp, Tom Robelin

  • Crítica

    12/10/2012 17h47

    E se Vivêssemos Todos Juntos? é um filme, acima de tudo, agradável. Abordar temas que relacionam nostalgia com limitações impostas pela idade não é nenhuma fórmula inovadora, mas neste caso é algo que funciona. O diretor e roteirista Stéphane Robelin fez um ótimo trabalho ao desmistificar certos dogmas que envolvem a terceira idade, principalmente o erotismo.

    Com diversas cenas de nudez e conversas naturais extremamente difíceis de reproduzir nas telonas, o longa cativa o espectador gradualmente. Com muito cuidado o perfil dos personagens é apresentado ao público, cada um com seu estereótipo.

    Dentre o experiente elenco, destaque para Jane Fonda, que apesar das plásticas excessivas, continua com sua beleza cativante e ótima atuação. Do lado masculino, a interpretação de Claude Rich é o ponto alto do filme. Ele encarna um verdadeiro sedutor inveterado ao melhor estilo Gabriel García Márquez, não é à toa que o livro Memórias de Minhas Putas Tristes é referência em umas das cenas.

    Por outro lado, dois personagens deixam a desejar em alguns aspectos: Jean Colin, comunista excluído de seu grupo político devido à idade, é vivido sem muito brilho por Guy Bedos e se torna um tanto quanto raso em alguns momentos. Já o jovem Dirk, personagem de Daniel Brühl, possui algumas passagens mal explicadas, mesmo sendo fundamental à trama.

    Apesar destas pequenas falhas, a produção consegue o mais importante: fluidez. O sentimentalismo é levado à flor da pele em muitos momentos, às vezes até em exagero, mas não se torna um problema. Pelo contrário, é elemento fundamental para que você embarque na história.

    A pergunta, que dá nome ao longa e é combustível para todo o enredo, sintetiza bem a mensagem do filme: como um desejo pode se tornar realidade graças às necessidades que a vida estabelece. As condições físicas e mentais dos idosos são expostas com realidade. Há certa glamourização em algumas cenas, porém justificada como escalada para ótimas piadas ou, então, diálogos interessantes.

    E se Vivêssemos Todos Juntos?
    cresce aos poucos até um desfecho forte e marcante. Traz algum discurso político, nada exagerado, e nos remete em alguns momentos a Os Sonhadores, do qual parece ser uma versão envelhecida. Bem montado e dono de uma trilha sonora cativante, o filme, assim como o drama Intocáveis, é mais um exemplo de que algo longe de Hollywood pode ter fórmula capaz de interessar, ao mesmo tempo, cinéfilos e o grande público.



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