EFEITO BORBOLETA: REVELAÇÃO

EFEITO BORBOLETA: REVELAÇÃO

(Butterfly Effect: Revelation)

2009 , 90 MIN.

18 anos

Gênero: Drama

Estréia: 31/07/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Seth Grossman

    Equipe técnica

    Roteiro: Holly Brix

    Produção: A. J. Dix, J. C. Spink

    Fotografia: Dan Stoloff

    Trilha Sonora: Adam Balazs

    Estúdio: After Dark Films, BenderSpink, FilmEngine

    Elenco

    Chris Carmack, Hugh Maguire, Kevin Yon, Lynch R. Travis, Melissa Jones, Mia Serafino, Rachel Miner, Sarah Habel

  • Crítica

    09/08/2009 20h00

    Em 1963, o matemático Edward Lorenz criou uma teoria que, numa interpretação alegórica, afirma que o simples bater de asas de uma borboleta pode influenciar o curso natural das coisas de forma a provocar um tufão em algum momento da existência terrestre. A situação deu nome não somente à teoria, mas também à série cinematográfica iniciada em 2004 com Efeito Borboleta. Protagonizado por Ashton Kutcher – até então, conhecido somente por seus papéis cômicos -, o suspense dramático custou US$ 13 milhões e faturou US$ 96 milhões nas bilheterias mundiais, revelando-se um tremendo sucesso. A continuação, Efeito Borboleta 2 (2006), foi lançada diretamente em DVD nos EUA e passou pelos cinemas daqui. Foi um fracasso. Desta forma, Efeito Borboleta: Revelação chega com a complicada tarefa de retomar a confiança na série. E o filme até que tenta.

    Diferentemente da maioria das continuações, que estabelece ligações com as anteriores por meio de personagens, esta não pretende retomar as pessoas do passado, mas sim a situação: jovem capaz de “saltar” pelo tempo descobre as terríveis consequências de ceder à tentação de mudar os acontecimentos do passado. Sam Reide (Chris Carmack) é um cara que tenta respeitar essa lei que rege a vida dos “saltadores” no tempo. Com a ajuda da irmã, Jenna (Rachel Miner), ele viaja no passado para a contemplação de acontecimentos. E ele somente contempla. Reide é pago para identificar criminosos para a polícia, viajando ao local e horário do crime e apontar o culpado. Como ele faz isso? À polícia não interessa, mas acredita mesmo assim que ele é capaz de, miraculosamente, apontar criminosos. É o fim dos investigadores.

    O surgimento de Elizabeth (Mia Serafino) em sua vida põe tudo a perder. Ela é irmã da namorada de Reide, assassinada dez anos antes, e quer sua ajuda para livrar o acusado pelo crime do corredor da morte quando ela descobre que o condenado e sua irmã foram amantes. Mas o protagonista não quer interferir; sabe que, se tiver a chance de evitar a morte da namorada, o fará e poderá mudar tudo.

    O que vemos depois desse conflito é previsível. Afinal, ele deve ocorrer para que o protagonista tenha um pouco de ação em sua vida. Ao mudar o curso da história, ele toma contato com um assassino em série, sempre presente nas inúmeras situações de viagens ao passado e presente às quais o protagonista é submetido. Em dado momento, Reide volta sem nem precisar se enfiar numa banheira de gelo – sim, se nos primeiros filmes era necessário um estímulo visual para os “saltos”, o protagonista de Efeito Borboleta: Revelação só tem de pensar na data e no local e se enfiar no gelo – para voltar no tempo. Parece que, na medida em que o filme avança, perde-se o interesse de tornar qualquer coisa verossímil. Afinal, quem quer isso num filme sobre um cara que viaja pelo tempo, não é mesmo?

    O roteiro da estreante Holly Brix ainda tem uns rompantes de iluminação interessantes, embora circule o tempo todo em cima de situações repetitivas e previsíveis. Uma surpresa é uma sequência de sexo (a mesma que deve ter aumentado a classificação indicativa do longa no Brasil para 18 anos) por conta de sua falta de necessidade no meio da trama. Além disso, Carmack, que havia aparecido em papéis menos dramáticos – como na série The O.C. – Um Estranho no Paraíso e na comédia S.O.S. do Amor - mostra-se pouco à vontade no papel, tendo dificuldade em segurar a tensão dramática da trama. Cabe a Rachel Miner tentar salvar somente no final. Que, aliás, não é tão genial, mas vale pela atuação da atriz neste momento, tão reprimida durante o filme em meio ao drama do irmão.

    De qualquer forma, se a idéia de Efeito Borboleta: Revelação é tentar salvar a série, uma quarta parte não soa tão absurda quanto soava a terceira após o longa de 2006. Só não vale esperar o impacto que o primeiro filme teve no público porque o argumento já está esgotado.

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