El Cuarto Desnudo

EL CUARTO DESNUDO

(EL CUARTO DESNUDO)

2013 , 70 MIN.

Gênero: Documentário

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Nuria Ibañez

    Equipe técnica

    Roteiro: Nuria Ibañez

    Produção: Cristina Velasco Lozano, Nuria Ibañez

    Fotografia: Ernesto Pardo

    Trilha Sonora: Frederico González Jordán

    Estúdio: Instituto Mexicano de Cinematografía (IMCINE)

    Montador: Lucrecia Gutiérrez Maupomé

  • Crítica

    17/10/2014 09h45

    Não há como negar que El Cuarto Desnudo é um documentário bem intencionado. Cru, sem artifícios e com pouca pós-produção, o trabalho da diretora Nuria Ibáñez abre espaço para discutir uma crescente onda de problemas psicológicos enfrentado por jovens e adolescentes da Cidade do México. Mas o problema está na forma: exagerando na exposição de seus protagonistas, o longa não ultrapassa o retrato horizontal e sem propósito.

    Construído como uma espécie de estudo de caso, o longa mexicano intercala sem muita objetividade os depoimentos realizados durante as conversas dos pacientes e suas famílias com suas psicólogas. Crises de pânico, problemas de convivência no universo escolar e tentativas de suícidio fazem parte da realidade cotidiana dessas crianças e são revelados em confissões dolorosas, por muitas vezes chocantes.

    Sem uma condução cuidadosa nas entrevistas, El Cuarto Desnudo cai em um retrato meramente expositivo. Em várias situações é possível questionar a necessidade de relatar momentos tão íntimos, questões existencias tão particulares desses pacientes.

    É perceptível o incômodo de alguns desses personagens ao relembrar experiências trágicas pelas quais passaram. Será que eles possuíam consciência do quanto estavam se expondo? Esse voyerismo exagerado provoca um certo desconforto, como se fossemos cúmplices da falta de leveza de seus entrevistadores.

    Após a sequência cansativa de depoimentos e sua montagem pouco cuidadosa, cabe ao espectador ir além e perceber que esses traumas são resultados da institucionalização da violência cotidiana e estão ligados a problemas sociais mais graves, como o abandono infantil ou a gravidez precoce. Há um certo engajamento político aqui, mas a forma pouco cuidadosa deixou essas reflexões mais profundas pelo caminho.

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