ELEIÇÃO - O SUBMUNDO DO PODER

ELEIÇÃO - O SUBMUNDO DO PODER

(Hak se wui/ Election)

2005 , 85 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Johnnie To

    Equipe técnica

    Roteiro: Nai-Hoi Yau, Tin-Shing Yip

    Produção: Dennis Law, Johnnie To

    Fotografia: Siu-keung Cheng

    Trilha Sonora: Tayu Lo

    Elenco

    Eddie Cheung, Ka Tung Lam, Louis Koo, Maggie Siu, Nick Cheung, Simon Yam, Suet Lam, Tin Lam Wong, Tony Leung Ka Fai

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Quando alguma coisa vira moda, sempre surgem aqueles que querem se aproveitar disso. É o caso do cinema oriental. A exemplo do que acontecia com o Irã, anos atrás, agora os filmes feitos no Oriente são a chamada "bola da vez". E, claro, há excelentes trabalhos sendo feitos por ali. O que não significa, de forma nenhuma, que todo filme oriental merece ser exibido aqui no nosso circuito. É o caso de Eleição - O Submundo do Poder, desinteressante drama policial que provavelmente só está chegando aos nossos cinemas graças à "grife" de ter sido produzido em Hong Kong. E mais: inexplicavelmente, ele foi selecionado para a Mostra competitiva em Cannes. Difícil entender por quê.

    A trama fala da Sociedade Wo Shing, uma poderosa organização criminosa que a cada dois anos elege um novo presidente. Os candidatos rivais Big D (Simon Yam) e Lok (Tony Leung Ka Fai) disputam a vaga. Quando o equilibrado Lok é proclamado vencedor, o irascível Big D não se conforma, e rouba um tal Bastão do Poder, símbolo máximo da Sociedade. A violência entre as facções explode. Nada que já não tenhamos visto em dezenas de filmes idênticos sobre máfias urbanas, dos mais diferentes países. Nada que justifique não somente a indicação em Cannes, como também as várias premiações locais conquistadas pelo filme. É o cinema do oriente tentando se adaptar ao gosto do ocidente por pura questão mercadológica.

    Para piorar as coisas, Eleição e seu subtítulo, O Submundo do Poder, certamente levarão boa parte do público a acreditar que se trata de algo relacionado à atual política brasileira. No caso, o engano será ainda maior para quem for assistir a este filme completamente descartável.

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