ELEKTRA

ELEKTRA

(Elektra)

2005 , 96 MIN.

Gênero: Ação

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Rob Bowman

    Equipe técnica

    Roteiro: Raven Metzner, Stu Zicherman

    Produção: Avi Arad, Gary Foster, Mark Steven Johnson

    Fotografia: Bill Roe

    Trilha Sonora: Christopher Beck

    Estúdio: Marvel Enterprises, New Regency Pictures

    Elenco

    Cary-Hiroyuki tagawa, Goran Visnjic, Jason Isaacs, Jennifer Garner, Terence Stamp, Will Yun Lee

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Algumas pessoas acham que críticos de cinema não gostam de nenhum filme. Eu sempre tento procurar alguma coisa boa nas produções às quais assisto. Mas devo admitir que em algumas projeções já entro com algumas pedras na mão. Sei que não é nada bonito, mas não posso evitar. Em alguns filmes, ficar na retaguarda é bom, pois, quando você espera o pior filme já feito, descobrir que ele não é tão ruim traz uma sensação de alívio insubstituível. Confesso que não esperava muita coisa de Elektra, especialmente por que sua primeira aparição nos cinemas não foi em uma boa ocasião. Para quem não se lembra, foi em Demolidor - O Homem Sem Medo - esse sim um dos piores filmes que já vi. Mas olha que Elektra nem é tão ruim assim. Na verdade, o filme se sai muito bem como filme de ação, mas o roteiro deixa a desejar.

    Elektra não tem nada a ver com a tragédia grega homônima, mas sim com a personagem dos quadrinhos da Marvel. De grega, somente a nacionalidade da heroína, vivida por Jennifer Garner. Depois de ser ressuscitada por Stick (Terence Stamp), ela entrou para o clã dos Virtuosos, no qual recebeu treinamento ninja baseado nas artes marciais e uso de armas - a usada por Elektra é a adaga Sai. Quando ela é expulsa do grupo por Stick, resolve ganhar a vida como uma assassina contratada. No entanto, quando lhe oferecem US$ 2 milhões pela vida de Mark (Goran Visnjic) e Abby Miller (Kirsten Prout) - pai e filha, respectivamente -, Elektra desiste da missão e se envolve em uma fuga cheia de vilões japoneses feiticeiros e efeitos especiais.

    O filme, dirigido por Rob Bowman (Reino de Fogo), mostra uma heroína extremamente perturbada pelo passado, incapaz de manter laços afetivos com qualquer pessoa. O que é bem pertinente, graças à sua profissão. Mas isso começa a mudar quando ela conhece um pai bonitão e uma menina que parece ser mais esperta do que aparenta, o que rapidamente desperta um sentimento de cumplicidade. Elektra não tem muitas habilidades sobrenaturais, como seus oponentes do clã Tentáculo, mas é extremamente hábil na luta e consegue se mover mais rápido do que o olho humano. Ela também pode prever o que vai acontecer em alguns minutos e sentir a presença dos homens maus a tempo de não ser pega de surpresa. Além disso, Elektra também parece ter um ventilador pessoal, pois, nos momentos cruciais, sempre aparece uma brisa para sacudir seus longos cabelos. Mas tudo bem. Ninguém pediu que eu levasse o roteiro a sério, não é? Infelizmente, não posso comentar sobre a adaptação em si, já que nunca li uma revista em quadrinhos da heroína, só sei que a roupa da Elektra do filme não é tão sexy quanto nas revistas. Mas pode apostar que meu interesse até que foi despertado depois desse longa. Afinal, a personagem é interessante o suficiente para isso.

    O roteiro de Elektra não se sustenta muito bem, mas talvez os que acopanham as aventuras nos quadrinhos possam ter sentido menos do que eu os buracos no texto ao longo do percurso. Mesmo assim, até que Jennifer Garner consegue convencer como uma assassina, apesar de sua cara de "estou perturbada, tenho pesadelos e insônia por conta de traumas infantis" ser um tanto quanto chata. Apesar disso, caro leitor, não desista: Elektra traz boas cenas de luta e efeitos especiais caprichados.

    No fim das contas, este é um daqueles filmes que não são tão bons, mas também não são tão ruins, entende? Pelo menos em mim, Elektra não conseguiu despertar sentimento algum.

    Em tempo: o vilão Kinkou é interpretado pelo brasileiro Edson Ribeiro, que conseguiu o papel graças ao seu treinamento em capoeira.

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