ELOGIO AO AMOR

ELOGIO AO AMOR

(Éloge de L'amour)

2001 , 97 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jean-Luc Godard

    Equipe técnica

    Roteiro: Jean-Luc Godard

    Fotografia: Christophe Pollock, Julien Hirsch

    Trilha Sonora: Arvo Pärt, Georges Van Parys, Karl Amadeus Hartmann

    Elenco

    Audrey Klebaner, Bruno Putzulu, Cecile Camp, Claude Baignières, Françoise Verny, Jean Davy, Jeremy Lippmann, Philippe Lyrette, Rémo Forlani

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Todos os tipos de arte e comunicação funcionam de maneira parecida com a do rádio. Ou seja, para que a comunicação se estabeleça é preciso ter, de um lado, um transmissor, e do outro lado, um receptor. Para transmissores de ondas curtas são necessários receptores de ondas curtas, e assim sucessivamente. Dentro desta analogia, o que seria o cinema de Jean-Luc Godard? Um transmissor de ondas muito especiais que serão captadas apenas por poucas pessoas portadoras de receptores também muito especiais. Trocando em miúdos: quem entende os filmes de Godard? Será que ele próprio entende? Seu trabalho mais recente que chega ao Brasil – Elogio ao Amor – segue a linha hermética e cifrada que consagrou os filmes do famoso cineasta parisiense.

    Ao que parece, Elogio ao Amor fala de um cineasta procurando atores para seu novo filme. Há também alguns executivos, um casal que conversa longamente sobre uma ponte, uma empregada que questiona a onipresença norte-americana... Pelo jeito, é uma crítica à globalização. Parece também que se trata de um repúdio à cultura dos Estados Unidos e à situação atual da França.

    A esta altura do comentário, o leitor do Cineclick poderia perguntar: “Mas afinal, você viu ou não o filme?” Caro leitor, eu vi sim. Mas isso não significa de forma alguma que a partir disso seja possível escrever uma resenha clara de Elogio ao Amor. O filme é uma colagem, um quebra-cabeça de imagens, citações às pencas, dezenas de frases desconexas, além de inúmeras referências intelectuais aos mais diversos escritores, fotógrafos e pintores. Fazia-se um tipo de cinema muito parecido na época do Super-8 escolar e universitário. É como se Godard quisesse dizer a todo instante: “Viu? Vocês não entendem nada mesmo!” Se ele quis dizer isso, pelo menos no meu caso, acertou em cheio... ou então meu rádio receptor está quebrado.

    21 de fevereiro de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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