Elsa & Fred

ELSA E FRED

(Elsa and Fred)

2014 , 97 MIN.

Gênero: Romance

Estréia: 27/11/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Michael Radford

    Equipe técnica

    Roteiro: Anna Pavignano, Michael Radford

    Produção: Edward Saxon, Matthias Ehrenberg, Nicolas Veinberg, Ricardo Kleinbaum

    Fotografia: Michael McDonough

    Estúdio: Cuatro Plus Films, Defiant Pictures

    Montador: Peter Boyle

    Distribuidora: Diamond Filmes

    Elenco

    Chris Noth, Christopher Plummer, Erika Alexander, George Segal, James Brolin, Marcia Gay Harden, Osvaldo Ríos, Scott Bakula, Shirley MacLaine, Wendell Pierce

  • Crítica

    26/11/2014 19h43

    É inevitável o surgimento daquela pulga atrás da orelha quando um filme argentino ganha sua versão hollywoodiana. Mas não se preocupe, pois Elsa E Fred consegue ser cativante em qualquer língua e contexto.

    O remake revisita a história de Elsa, uma senhora de 74 anos extrovertida e de bem com a vida, que se vira sozinha em um apartamento no meio da cidade. Sua vida tem uma mudança de ares repentina com a chegada do rabugento Fred, que se mudou para o apartamento a pedido da filha, sete meses após ficar viúvo. E com Shirley MacLaine e Christopher Plummer como protagonistas, fica confirmado que nesse tipo de comédia romântica leve, a atuação é tudo.

    Não é de hoje que a literatura, o cinema e a televisão tentam quebrar os preconceitos contra senhores da meia idade, e Elsa e Fred, assim como Alguém Tem Que Ceder, mostra que a comédia pode ser feita em qualquer idade, e que relacionamentos são intensos e complicados, não importa a fase da vida.

    De um lado, temos a belíssima Elsa, com suas roupas extravagantes e personalidade contagiante, mas que gosta de enfeitar a vida com algumas mentiras e fantasias para torná-la mais interessante. De outro, Fred, cansado da vida, não vê razão para fazer as coisas de forma "meia boca" e não tem paciência para lidar com a filha neurótica e o genro folgado.

    Mesmo com os típicos clichês dos opostos se atraem e nunca é tarde para amar, o encaixe entre os dois mostra ternura e o humor dos diálogos, bem construídos e melhor ainda executados, compensa o roteiro muito parado, afinal não se pode esperar grandes aventuras de um casal de 80 anos de idade.

    Mas o filme também conta com alguns toques que o tiram da monotonia, como é o caso da obsessão de Elsa pelo filme La Doce Vita, do italiano Federico Fellini, o qual a romântica senhora assiste uma vez atrás da outra, na esperança de reviver sua cena favorita. E há também as questões mais dramáticas, que causam uma pequena tensão em meio ao clima leve do restante da produção.

    É claro que remakes sempre perderão certo charme para o original, ainda mais quando o argentino foi um grande sucesso e é representante fiel do estilo de cinema da cultura latina. Mesmo assim, os atores veteranos mostram como é possível que um filme sobre duas pessoas idosas seja interessante e o filme vale como um adorável passa tempo para deixar a alma mais leve.

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