EM BUSCA DA TERRA DO NUNCA

EM BUSCA DA TERRA DO NUNCA

(Finding Neverland)

2003 , 102 MIN.

anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Marc Forster

    Equipe técnica

    Roteiro: Allan Knee, David Magee

    Produção: Nellie Bellflower, Richard N. Gladstein

    Fotografia: Roberto Schaefer

    Trilha Sonora: Jan A. P. Kaczmarek

    Estúdio: Film Colony

    Elenco

    Dustin Hoffman, Johnny Depp, Julie Christie, Kate Winslet, Radha Mitchell

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Alguém se lembra do nome James Mathew Barrie? E Peter Pan, quem conhece? Sim, trata-se de mais um caso típico no qual a fama da criatura supera a de seu criador. Barrie foi o dramaturgo escocês responsável, no início do século 20, pela criação de uma das peças de teatro mais famosas de todos os tempos, Peter Pan, que décadas mais tarde se transformaria em desenho animado dos Estúdios Disney. Uma história mágica que todos conhecem. Porém, poucos conheciam a história de seu autor, contada agora no belíssimo filme Em Busca da Terra do Nunca.

    A trama começa mostrando um fracasso de Barrie (Johny Depp, novamente ótimo) nos palcos e a conseqüente preocupação de seu produtor Charles Frohman (Dustin Hoffmann). Abatido pela desaprovação por parte de crítica e de público, o autor se lança no penoso desafio de escrever rapidamente uma nova peça para substituir o fiasco em cartaz. Senta-se num parque em busca de inspiração e a encontra sob a forma de uma viúva e seus quatro filhos. Quanto mais o dramaturgo se encanta com aquelas crianças, mais ele se distancia da esposa e mergulha cada vez mais num universo mágico de fantasia formado por meninos perdidos, piratas e caubóis. Porém, do lado de fora existe um mundo que Barrie, em sua ânsia de ser eternamente jovem, se recusa a enfrentar.

    Sensibilidade à flor da pele, sem cair no sentimentalismo barato. Assim é Em Busca da Terra do Nunca, um romance que emociona tanto pela sua forma como pelo seu conteúdo. Tudo no filme enche olhos e corações: a reconstituição de época, as belas soluções cenográficas, as interpretações de todo o elenco e, claro, a eterna luta entre o racional e o emocional. Crescer ou não crescer, eis a questão. Enfrentar a vida ou ser um eterno garoto? Ou, por outro lado, que tal conciliar os dois? Seria possível? Por que não? Com muita fé e um punhado de pó mágico, tudo é possível... Se você acreditar em fadas, é claro.

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