EM CARNE VIVA

EM CARNE VIVA

(In The Cut)

2003 , 113 MIN.

18 anos

Gênero: Suspense

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jane Campion

    Equipe técnica

    Roteiro: Jane Campion, Susanna Moore

    Produção: Laurie Parker, Nicole Kidman

    Fotografia: Dion Beebe

    Trilha Sonora: Hilmar Örn Hilmarsson

    Elenco

    Jennifer Jason Leigh, Kevin Bacon, Mark Ruffalo, Meg Ryan, Nick Damici

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Definitivamente o povo norte-americano está doente. Depois de eleger George W. Bush como presidente e Arnold Schwarzenegger como governador de seu Estado mais rico (a Califórnia), a população dos EUA se deu ao trabalho de perder um tempo gigantesco com uma polêmica das mais tolinhas: a nudez de Meg Ryan no filme Em Carne Viva. Uma polêmica sem o mínimo fundamento. Cenas de sexo iguais às do filme já foram mais do que exaustivamente exploradas em qualquer produção européia de décadas atrás. Ou mesmo em algumas das nossas telenovelas das nove da noite. O único - e rápido - momento de sexo explícito, logo no início do filme, não é protagonizado por Meg, mas sim por duas personagens das quais sequer se vê o rosto. Acho que o que mais chocou os norte-americanos é que, no filme, eles fazem sexo sem roupa, o que nunca acontece por ali. Já repararam como no cinema do Tio Sam só se faz sexo vestido?
    Ah, e tem mais: a cópia que passará no Brasil é a integral, sem cortes, igual à que será exibida na Europa. Nos EUA, eles estão vendo o filme com cortes... tadinhos...

    Polêmicas a parte, Em Carne Viva é um filme denso, envolvente, e muito bem dirigido por Jane Campion, a mesma diretora do premiadíssimo O Piano. A trama fala de Frannie (Meg Ryan, desglamourizada), uma professora descontente com os rumos que sua vida tem tomado. Sua única grande amiga é sua meia-irmã Pauline (Jennifer Jason Leigh), garota de moral duvidosa que mora num cabaré de última categoria. Certo dia, Frannie presencia sem querer uma cena de sexo no porão de um boteco e, pouco tempo depois, fica sabendo que a protagonista da tal cena foi encontrada decapitada. O policial Malloy (Mark Ruffalo) vai investigar o caso, entrevista Frannie como provável testemunha, e acaba se apaixonando por ela. E ela por ele. Uma espécie de amor marginal entre pessoas desencantadas da vida. Porém, os crimes de decapitação continuam acontecendo... e é melhor não falar mais nada para não estragar o filme.

    A pergunta é: vale a pena assistir ao filme? Sem dúvida, vale. Mas não pela polêmica que - repito - é tola. Mas sim pela maturidade da direção, pela ótima interpretação de Meg Ryan (reinventando sua carreira e jogando no lixo o rótulo de "namoradinha da América") e até pela trama policial - que se não é genial - é boa.
    Vale também pela coragem de outra atriz famosa: Nicole Kidman, que não aprece na tela, mas assina o filme como produtora executiva, apostando num trabalho sério, adulto e que certamente gerará mais polêmica que bilheteria. Afinal, o tema de Em Carne Viva é apenas para gostos - e estômagos - mais fortes.


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