EM CASA PARA O NATAL

EM CASA PARA O NATAL

(Hjem til jul/ Home for Christimas)

2010 , 90 MIN.

Gênero: Comédia Dramática

Estréia: 04/11/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Bent Hamer

    Equipe técnica

    Roteiro: Bent Hamer

    Produção: Bent Hamer

    Fotografia: John Christian Rosenlund

    Trilha Sonora: John Erik Kaada

    Distribuidora: Imovision

    Elenco

    Arianit Berisha, Cecile Mosli, Igor Necemer, Joachim Calmeyer, Kai Remlow, Levi Henriksen, Nina Andresen Borud, Patrick Mölleken, Tomas Norström, Trond Fausa Aurvaag

  • Crítica

    03/11/2011 11h00

    Agora é oficial: o final do ano chegou. Estreia nesta sexta-feira, 4 de novembro, o primeiro filme de Natal da temporada. Não é uma comédia romântica, nem um filme-família edificante. Trata-se de Em Casa para o Natal, um belo drama de contornos tragicômicos dirigido pelo norueguês Bent Hamer.

    O cinéfilo de carteirinha conhece Hamer de, pelo menos, dois de seus ótimos trabalhos já exibidos no Brasil: Histórias de Cozinha e Caro Sr. Hortem. Neste seu novo filme, Hamer está um pouco menos, digamos, estilizado, optando por um registro menos artístico e um mais sintonizado com o paladar do grande público. O que não é exatamente um demérito: Em Casa para o Natal, mesmo flertando com o gosto médio, consegue ótimos resultados tanto dramatúrgicos como cinematográficos.

    Coproduzido por Noruega, Suécia e Alemanha, o filme mostra várias histórias que acontecem numa véspera de Natal. Não são episódicas, tampouco paralelas, mas complementares. As primeiras cenas são de deixar o coração na boca, com um franco atirador colocando sob sua mira um menino à procura de uma árvore de Natal. Há um médico que recupera a paixão pela vida e pela esposa após fazer num parto, um homem infiel que confessa à amante que jamais deixará a esposa, um pai amargurado que rouba uma fantasia de Papai Noel para poder presentear os filhos, e assim por diante.

    Dores, medos, ódios, saudades, ternura ... os sentimentos se confundem. Parece que tudo é perdoado na noite de Natal, um momento que propõe uma trégua imaginária da realidade, e que supõe um momentâneo equilíbrio mágico como se fosse aberta uma fenda, no tempo e no espaço, através da qual tudo pudesse ser possível.

    Os mais céticos talvez torçam um pouco o nariz para esta ou aquela cena que não se importa em escorregar no melodrama. Mas, afinal, é Natal. E mesmo neste viés Hamer consegue ser um diretor com uma dose a mais de criatividade que a média.

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