EM NOME DE DEUS

EM NOME DE DEUS

(The Magdalene Sisters)

2002 , 119 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Peter Mullan

    Equipe técnica

    Roteiro: Peter Mullan

    Produção: Frances Higson

    Fotografia: Nigel Willoughby

    Trilha Sonora: Craig Armstrong

    Elenco

    Anne-Marie Duff, Chris Simpson, Dorothy Dufft, Geraldine McEwan, Nora-Jane Noone

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Não é exatamente uma novidade realizar um filme que denuncie a hipocrisia e a crueldade das instituições religiosas. Mas talvez o maior mérito de Em Nome de Deus esteja justamente na denúncia deste caso real, que abalou as vidas não de um punhado, mas de milhares de meninas por todo o Reino Unido: os Asilos Magdalene. Inspirados no nome de Maria Madalena, a prostituta arrependida da Bíblia, os Asilos Magdalene eram uma espécie de Febem para meninas, travestidos em puros conventos. Sepulcros caiados, como diz a própria Bíblia. Garotas que tivessem cometido algum "deslize sexual" (como perder a virgindade nos anos 50, por exemplo) eram arrastadas para estas casas comandadas por freiras neuróticas. Lá dentro, elas eram tratadas como escravas, lavando roupas e realizando serviços domésticos à exaustão. Física e psicológica.

    Para contar esta história, o ator e diretor escocês Peter Mullan, também autor do roteiro, levantou os casos reais de três garotas internadas numa destas casas: Margaret (Anne-Marie Duff), Bernadette (Nora-Jane Noone) e Rose (Dorothy Duffy). São três jovens atrizes - praticamente estreantes na tela grande - que dão banhos de interpretação em muitas oscarizadas famosas. Elas são totalmente convincentes ao viver três personagens de histórias de vida diferentes, mas que caem na vala comum da humilhação violenta e sem sentido ao serem internadas num Asilo Magdalene.

    A estrutura narrativa de Em Nome de Deus é muito similar a dos filmes de penitenciária, trocando-se aqui apenas os uniformes dos guardas por hábitos de freiras. O que, no fundo, não é uma diferença tão grande assim. Em sua forma, o filme é correto, até burocrático e linear, mas em seu conteúdo é aterrorizador. Principalmente nos letreiros finais, que informam que os tais Asilos só foram fechados definitivamente apenas muito recentemente, nos anos 90.

    O filme ganhou o cobiçado Leão de Ouro no Festival de Veneza.

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