EM TRANSE

EM TRANSE

(Trance)

2013 , 103 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 03/05/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Danny Boyle

    Equipe técnica

    Roteiro: Joe Ahearne, John Hodge

    Produção: Christian Colson, Danny Boyle

    Fotografia: Anthony Dod Mantle

    Estúdio: Fox Searchlight Pictures

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    James McAvoy

  • Crítica

    01/05/2013 00h16

    “Escolha um gênero. Escolha uma história. Escolha um produtor. Escolha um diretor. Escolha um protagonista. Escolha fazer seu próprio roteiro e criar uma espiral quase sem fim.” Para um filme de Danny Boyle, nada melhor do que parafrasear a introdução de Trainspotting, afinal a adaptação do livro de Irvine Welsh foi um marco em sua carreira.

    Depois de ganhar o Oscar de Melhor Direção, por seu trabalho em Quem Quer ser Um Milionário?, Boyle quis seguir novos rumos e assumiu também o roteiro de suas produções. Após um bom trabalho em 127 Horas, e nova indicação ao prêmio da Academia, parece que o cineasta perdeu a mão e escorregou feio ao tentar criar um frenesi infinito no drama Em Transe.

    Nada é o que parece ser na trama, até aí nada demais, afinal algumas reviravoltas no roteiro sempre ajudam a manter o espectador atento. Mas o que temos aqui é um amontoado de caminhos, que são percorridos das mais diversas maneiras e nos levam para um final nada brilhante.

    A história se desenvolve a partir de um roubo que resulta na perda de memória de um dos envolvidos. Os primeiros vinte minutos apresentam esse cenário com um ritmo bastante frenético e ótima trilha sonora, deixando a impressão de que teremos uma produção ao melhor estilo Guy Ritchie pela frente.

    Mas as aparências enganam por aqui. Na próxima uma hora e meia, o que vem à tela é uma tentativa de thriller psicológico mal sucedida e com ritmo bastante duvidoso. As explicações dadas para as guinadas da trama são rasas e irritam, fazendo com que a credibilidade vá por água abaixo.

    O elenco fica em cima do muro: não ajuda, mas também não é, nem de longe, o grande problema da película. Destaque para James McAvoy e Rosario Dawson, ambos estão à altura dos papéis de protagonistas. Já Vincent Cassel funciona muito bem na fase conquistador, mas quando tenta intimidar, causa um sentimento de vergonha alheia que nos faz ter saudade de seus tempos áureos, como em O Ódio (1995).

    Resumindo, o longa tinha uma premissa bastante interessante, mas tropeça em certos preciosismos de Danny Boyle. A fixação por tablets e o serviço dos correios são alguns dos momentos inexplicáveis que tiram a simpatia do filme. Como ponto positivo vale ressaltar a ótima fotografia que brinca, a todo momento, com os mais diversos tons.

    Resta saber se o cineasta tem fôlego para voltar a antiga forma antes de filmar Pornô, aguardada sequência de Trainspotting, ou então seus antigos e fiéis fãs vão preferir que Boyle siga na carreira de organizador de cerimônias esportivas.

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