ENCANTADA

ENCANTADA

(Enchanted)

2007 , 108 MIN.

Gênero: Comédia Romântica

Estréia: 14/12/2007

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Kevin Lima

    Equipe técnica

    Roteiro: Bill Kelly

    Produção: Barry Josephson, Barry Sonnenfeld

    Fotografia: Don Burgess

    Trilha Sonora: Alan Menken, Stephen Schwartz

    Estúdio: Walt Disney Pictures

    Elenco

    Amy Adams, Idina Menzel, James Marsden, Julie Andrews, Michaela Conlin, Patrick Dempsey, Rachel Covey, Susan Sarandon, Timothy Spall

  • Crítica

    14/12/2007 00h00

    Encantada é um delicioso e moderno conto de fadas. Voltado para o público infantil, também faz os adultos terem vontade de ser criança novamente. O longa é dirigido por Kevin Lima, cujo currículo é totalmente voltado para produções da Disney, entre elas 102 Dálmatas e Tarzan. Pode não parecer, mas essa intimidade é importante para não perder o estilo consagrado pelo estúdio, já que o filme é uma homenagem aos grandes clássicos da animação, além de trazer diversas referências de animações do estúdio, como Branca de Neve e os Sete Anões, Cinderela.

    A história é focada em Giselle (Amy Adams), uma jovem sonhadora que mora na floresta de Andalasia. Seu maior desejo é encontrar o amor verdadeiro e, quando é salva pelo príncipe Edward (James Marsden), acredita ter encontrado alguém para torná-la a mulher mais feliz do reino. Depois da paixão à primeira vista, imediatamente eles marcam o casamento. Mas, como todo bom conto de fadas, sempre há uma bruxa má para atrapalhar o romance dos pombinhos. Neste caso, quem entra em cena é a rainha Narissa (Susan Sarandon), madrasta de Edward. Egoísta e obcecada pelo poder, sempre fez de tudo para afastar o coração do jovem príncipe de qualquer garota que pudesse ocupar seu lugar no trono de Andalasia. Por essa razão, Narissa arma uma armadilha para Giselle, que é enviada para o mundo real - mais precisamente à cidade de Nova York. Após passar por poucas e boas, a bela jovem conhece Robert (Patrick Dempsey), advogado que vive com sua filha Morgan (Rachel Covey) após ter sido abandonado pela esposa. Ao conhecer Giselle, ele acredita que a moça não passa de uma louca de Nova York, mas, aos poucos, seu jeito sonhador acaba envolvendo ambos.

    O longa começa com uma animação feita na antiga técnica em 2D, mas os personagens animados não contracenam com os atores reais, como em Garfield, o Filme (2003), Mundo Proibido (1992) ou Uma Cilada para Roger Rabbit (1988). Aliás, os personagens animados se transformam em pessoas ao serem transportados para Nova York.

    Repleto de situações inusitadas, Encantada mistura fantasia com realidade de uma forma deliciosamente hilária. Imagine a seguinte situação: se uma pessoa normal muitas vezes se sente perdida em uma grande cidade, imagine uma aspirante a princesa vinda direto de um reino encantado. Amy Adams é a responsável por tais risadas, tornando-se o maior destaque do filme. Sua interpretação mostra que, além de uma grande atriz, Amy tem um talento irresistível para a comédia.

    Há uma pergunta feita no filme que não sai da minha cabeça: será que o amor verdadeiro sobrevive ao mundo real? Tenho certeza que não é preciso ter saído de um conto de fadas para sentir muitas vezes que a resposta é não. A lição do filme não é voltada para as crianças, mas para os pais atribulados com a loucura do dia-a-dia, que muitas vezes precisam parar e olhar para seu próprio "reino encantado" e aprender a valorizar os pequenos detalhes da vida.

    O filme é imperdível, tornando inevitável fazer o trocadilho: Encantada encanta as crianças de todas as idades, inclusive as de 20, 30, 40, 50 anos e assim por diante.

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