ENCANTADORA DE BALEIAS

ENCANTADORA DE BALEIAS

(Whale Rider)

2002 , 101 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Niki Caro

    Equipe técnica

    Roteiro: Niki Caro

    Produção: Frank Hübner, John Barnett, Tim Sanders

    Fotografia: Leon Narbey

    Trilha Sonora: Lisa Gerrard

    Elenco

    Cliff Curtis, Grant Roa, Keisha Castle-Hughes, Rachel House, Rawiri Paratene, Tammy Davis

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Existe um estilo de filme que alguns especialistas estão começando a chamar de "Miramax". O que seria isso? Seria basicamente o filme bem produzido, muitas vezes mágico, poético, rodado em belas locações, contando uma historia não muito profunda com mensagem clara e lição de moral definida. Uma espécie de filme comercial travestido de cinema de arte, feito com alguns ingredientes básicos e conhecidos que acabam por lhe render bons prêmios internacionais. Se possível, até um Oscar. Exemplo? Chocolate. Particularmente, não tenho nada contra esta "fórmula Miramax", desde que bem feita. Adoro Chocolate, por exemplo. O filme. O fato é que, conscientemente ou não, a diretor e roteirista neo-zelandesa Niki Caro acabou realizando um típico filme Miramax, do outro lado do mundo. Trata-se de Encantadora de Baleias, co-produção entre Alemanha e Nova Zelândia que mistura erros e acertos.

    A trama se baseia numa antiga lenda Maori (povo nativo da Nova Zelândia) através da qual, cavalgando nas costas de uma baleia, surgirá um líder de nome Paikea, que guiará seus iguais para tempos melhores. Koro (Rawiri Paratene) acredita fielmente na lenda e tem a certeza que seu neto, que está para nascer, será o verdadeiro Paikea. Porém, durante o parto, acontece uma tragédia. A nora de Koro, grávida de gêmeos, não
    consegue dar à luz as duas crianças e apenas uma sobrevive: uma menina. Revoltado, Koro abandona sua fé e seu sonho de ser avô do grande líder prometido. E começa a renegar a própria neta, principalmente depois que a garota dá mostras de liderança e determinação. O grande Paikea poderia ser uma simples menina? A teimosia e o preconceito de Koro se recusam a acreditar nesta hipótese.

    Lendas indígenas a parte, Encantadora de Baleias é, acima de tudo, um filme sobre relacionamentos humanos, aceitação do outro e tolerância. Uma crítica ao excessivo apego às raízes, principalmente quando a tradição se transforma em radicalismo e atua como fator de cegueira. Belo, poético, com ótimo elenco e locações das mais interessantes.

    Não deixa de ser um filme um bocado previsível, é verdade, e realizado dentro de cânones já consagrados, mas nada que tire seus méritos de entretenimento digno e com conteúdo.

    Ah, sim, e a tal "fórmula Miramax" funcionou: Encantadora de Baleias (que não é produzido nem distribuído pela Miramax) recebeu dezenas de prêmios e indicações em vários festivais pelo planeta, além de ter levantado quase US$ 40 milhões nas bilheterias do mundo todo. Um valor dos mais expressivos para uma pequena produção independente neozelandesa. O sucesso foi tanto que nos EUA o filme estreou em apenas nove cinemas e, aos poucos, foi conquistando seu espaço, chegando a ser exibido em mais de 500 salas naquele país.

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