ENTRANDO NUMA FRIA

ENTRANDO NUMA FRIA

(Meet the Parents)

2000 , 108 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jay Roach

    Equipe técnica

    Roteiro: Greg Glienna, Jim Herzfeld, John Hamburg, Mary Ruth Clarke

    Produção: Greg Glienna, Robert De Niro, Steven Spielberg

    Fotografia: Peter James

    Trilha Sonora: Randy Newman

    Estúdio: DreamWorks SKG, Nancy Tenenbaum Films, Tribeca Productions, Universal Pictures

    Elenco

    Amy Hohn, Ben Stiller, Bernie Sheredy, Blythe Danner, Cody Arens, Cole Hawkins, Frank Santorelli, G.A. Aguilar, Ina Rosenthal, James Rebhorn, John Elsen, John Fiore, John Joseph Gallagher, Jon Abrahams, Judah Friedlander, Kali Rocha, Kim Rideout, Kresimir Novakovic, Lynn Ann Castle, Marci Reid, Marilyn Dobrin, Mark Hammer, Nicole DeHuff, Owen Wilson, Patricia Cook, Peter Bartlett, Phyllis George, Robert De Niro, Russell Hornsby, Spencer Breslin, Teri Polo, Thomas McCarthy, William Severs

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Sincero e bem-intencionado, o enfermeiro Greg (Ben Stiller, de Quem Vai Ficar com Mary?), viaja até a casa dos pais de sua namorada para pedir a mão da moça em casamento. A idéia é impressionar o mais favoravelmente possível ao tão temido e exigente sogrão (Robert De Niro, indicado ao Globo de Ouro por este papel). Mas, como não poderia deixar de ser numa comédia, tudo vai sair catastroficamente dos eixos, numa sucessão quase interminável e desesperadora de confusões, como acontecia nas antigas comédias de Jerry Lewis. Assim é Entrando Numa Fria, comédia despretensiosa, bobinha até, mas que caiu nas graças do público e já rendeu mais de US$ 160 milhões nas bilheterias norte-americanas.

    É até difícil explicar a dimensão deste sucesso. Não que o filme seja ruim, muito pelo contrário. Ele é divertido, simpático, tem ritmo ágil e conseguiu extrair uma ótima química dos dois atores principais. Mas, não deixa de ser uma comédia das mais previsíveis, que poderia passar hoje mesmo na sessão da tarde da TV, sem muito alarde.
    Talvez, estes US$ 160 milhões se expliquem pelo prazer sádico que todos nós temos em ver as coisas desmoronando, na segurança de uma sala de projeção. Não há como negar: desde que seja no escurinho do cinema, todos curtem ver meteoros destruindo o mundo, discos voadores invadindo o planeta, psicopatas assassinando multidões. Entrando Numa Fria transmite para o plano íntimo e pessoal todo o drama da catástrofe humana: o mundo particular de Greg desaba a cada minuto, sob a ação e o controle do implacável sogrão. A platéia se diverte, porque - no fundo - todos nós sabemos que tudo vai acabar bem. Afinal, estamos em Hollywood. Ou Hollywood está em nós?

    Entrando Numa Fria é a refilmagem de uma comédia de 1992, escrita e dirigida pelo desconhecido Greg Glienna, em parceria com a não menos desconhecida Mary Ruth Clarke. Greg, que também estrelou a primeira versão e emprestou seu nome ao personagem principal, acabou se transformando num dos produtores deste remake, ao lado do próprio Robert De Niro. Porém, para modernizar a história de Greg e Mary Ruth, foram chamados James Herzfiel e John Hamburg, roteiristas dos filmes da série Austin Powers. Sob a batuta de Jay Roach, também diretor dos dois Austin Powers, o sucesso de bilheteria se concretizou.

    Existe uma outra explicação para a grande bilheteria de Entrando Numa Fria: mesmo sem ter seu nome creditado na tela, Steven Spielberg exerceu as funções de produtor executivo do filme. Ou seja, o toque de Midas novamente prevaleceu.

    10 de janeiro de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão e do Canal 21. Às sextas-feiras é colunista do Cineclick. [email protected]

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