ERA UMA VEZ...

ERA UMA VEZ...

(Era Uma Vez...)

2008 , 118 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 25/07/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Breno Silveira

    Equipe técnica

    Roteiro: Patrícia Andrade

    Produção: Breno Silveira, Pedro Buarque de Hollanda

    Fotografia: Dudu Miranda, Paulo Souza

    Estúdio: Conspiração Filmes, Globo Filmes, Sony Pictures

    Elenco

    Paulo César Grande, Rocco Pitanga, Thiago Martins, Vitoria Frate

  • Crítica

    25/07/2008 00h00

    Num primeiro olhar, Era Uma Vez... pode levar os brasileiros ao cinema por ser o segundo longa-metragem de Breno Silveira, que levou milhões às salas de cinema com 2 Filhos de Francisco - A História de Zezé di Caramgo e Luciano. No entanto, a ausência de atores conhecidos ou menos uma história notória para contar pode ser um obstáculo. De qualquer forma, em seu segundo longa, Silveira consegue entregar o que promete: emocionar o espectador por meio de uma história de amor no estilo do clássico Romeu & Julieta.

    Mas Era Uma Vez... não é Romeu & Julieta; aliás, esse tipo de comparação soa injusto para o filme. Trata-se não somente de uma história de amor que pode ser real numa cidade dividida como o Rio de Janeiro, onde o conflito entre ricos e pobres ocorre a cada esquina, onde a divisão social é explícita, estourando em violência a cada dia que passa.

    Era Uma Vez... mostra a história de dois jovens, Dé (Thiago Martins) e Nina (Vitoria Frate). Dé é um jovem que encontra a tragédia familiar muito cedo no Morro do Canta Galo, onde vive com a mãe e irmãos. Morando a duas quadras do bairro de Ipanema, vende cachorros-quentes na praia, em frente ao apartamento de luxo de Nina. Ela é uma jovem bonita, que mora um belo apartamento, protegida pelo pai (Paulo César Grande). O jovem a observa de longe, onde ela vive, no alto de uma torre, e apaixona-se pela garota, que representa uma princesa nesta fábula moderna, salpicada com os temperos amargos da violência urbana.

    O longa-metragem é muito bem filmado. Breno Silveira aproveitando-se muito bem da paisagem atípica que temos no Rio de Janeiro, da convivência que existe entre prédios de luxos e as pequenas luzes dos morros. Trabalhando os contrastes que surgem nessa convivência, Era Uma Vez.... resulta num filme de belas imagens.

    No entanto, existe uma ingenuidade irritante no roteiro, uma infantilidade que só pode ser explicada pelas boas intenções do diretor. A mesma ingenuidade que dá o tom de fábula à história, confere menos realidade do que ela merece. O final, ousado e incontável aqui, dá certa dignidade ao longa, mas não faz com que ele seja menos ingênuo em sua narrativa.

    De qualquer forma, Era Uma Vez.... apresenta material suficiente para levar mais milhares brasileiros ao cinema. É esta a batalha, afinal, não?

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