ERA UMA VEZ NO MÉXICO

ERA UMA VEZ NO MÉXICO

(Once Upon a Time in Mexico)

2003 , 102 MIN.

Gênero: Ação

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Robert Rodriguez

    Equipe técnica

    Roteiro: Robert Rodriguez

    Produção: Carlos Gallardo, Elizabeth Avellan, Robert Rodriguez

    Fotografia: Robert Rodriguez

    Trilha Sonora: Robert Rodriguez

    Estúdio: Columbia Pictures, Miramax Films

    Elenco

    Antonio Banderas, Enrique Iglesias, Johnny Depp, Mickey Rourke, Ruben Blades, Salma Hayek, Willem Dafoe

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Robert Rodriguez definitivamente assumiu o escracho e a comédia. Era uma Vez no México, continuação de Balada de um Pistoleiro (por sua vez remake de El Mariachi) é o mais cômico, divertido e exagerado destes três filmes. A história é fraca, e fala de um agente da CIA (Johnny Depp) que contrata El Mariachi (Antonio Banderas) para se envolver num golpe de estado e, a partir daí, manipular a política do lugar a favor dos EUA. Como sempre. Mas quem está se importando com a história? O divertido mesmo do filme são os seus hilariantes absurdos, tiroteios intermináveis, violência gráfica em estilo de gibi, montagem alucinante e uma estética cinematográfica baseada nos antigos westerns spaghetti dos anos 60 (até o título é uma homenagem a Sergio Leone). Com muito mais molho... ou melhor, sangue. A fotografia explora tons vermelhos, amarelos e alaranjados, dando ainda mais "calor" ao deserto mexicano. Até o logotipo da Dimension Films, na abertura do filme, é grafado nestes tons, em lugar do tradicional azulado. Tudo é grandioso e explícito, sem nenhum compromisso com a verdade. Afinal, trata-se da história de um verdadeiro mito - El Mariachi - personagem lendário que extrapola os limites do razoável. E como disse John Ford em O Homem que Matou o Facínora, se a lenda é melhor que a realidade, que se publique a lenda.

    Claro que Era uma Vez no México tem, sim, problemas. E não são poucos. Os personagens de Mickey Rourke e Eva Mendes, por exemplo, parecem meio perdidos em meio a toda a história, e há momentos em que o ritmo desaba por completo. Mas as cenas de brigas e tiroteios são tão divertidas que acabam valendo o preço do ingresso.

    O próprio Rodriguez assume esta comicidade, ao fazer constar nos créditos iniciais que o filme foi "chopped", e não "edited". Ou seja, foi "picotado", e não simplesmente "montado". Vale dizer que ele também escreveu, produziu, dirigiu, fez a fotografia, o desenho de produção e ainda operou a câmera em algumas tomadas. "

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