ESPANGLÊS

ESPANGLÊS

(Spanglish)

2004 , 131 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia Romântica

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • James L. Brooks

    Equipe técnica

    Roteiro: James L. Brooks

    Produção: James L. Brooks, Julie Ansell, Richard Sakai

    Fotografia: John Seale

    Trilha Sonora: Hans Zimmer

    Estúdio: Columbia Pictures Corporation

    Elenco

    Adam Sandler, Aimee Garcia, Cloris Leachman, Paz Vega, Téa Leoni

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Muitos personagens, muita gritaria e muito pouco para dizer. É mais ou menos isso que podemos ver na comédia Espanglês que, no final das contas, de engraçada não tem nada.

    A princípio, o filme conta a história de Flor Moreno (Paz Veja, de Lucia e o Sexo), uma mexicana que imigra aos EUA com a filha Cristina (Shelbie Bruce) depois de ser abandonada pelo marido. Instalada em Los Angeles, passa anos fechada na comunidade mexicana presente na cidade. Por isso, nunca precisou aprender a língua norte-americana. Mas, em busca de novas oportunidade e de um salário melhor, consegue um emprego na casa dos Clasky.

    É na inserção de Flor no mundo dessa família que as confusões começam a acontecer, não apenas nas situações, mas também na própria condução do filme. Flor é a nova empregada doméstica dessa família: a mãe, Deborah (Téa Leoni), é quem cuida do lar. O pai é o cozinheiro John (Adam Sandler) e o casal tem dois filhos, a simpática Bernice (Sarah Steele) e o bochechudo Georgie (Ian Hyland). Acrescente nessa família a presença da vovó Evelyn (Cloris Leachman), sempre com um drinque na mão, e está formada a família mais histérica do mundo. Graças, em boa parte, à mãe. Mas o maior drama de Flor não é o mesmo que o nosso - agüentar essa família problemática -, mas sim conseguir se comunicar com ela.

    Espanglês beira o irritante. E grande parte da culpa pode ser jogada nos ombros de Téa Leoni. Na verdade, não sei se ela foi orientada pelo diretor James L. Brooks (que já teve melhores momentos, como em Melhor É Impossível, de 1997) para fazer tanto barulho. O fato é que, cada vez que ela entra em cena, o desespero tende a tomar conta do espectador, que tem vontade de dar um tapa na cara dela e pedir para que se controle. Coisa que o marido nunca faz - mas deveria. Quero dizer, não que eu seja a favor da violência doméstica, muito pelo contrário, mas eu sou contra mulheres histéricas e descontroladas como Deborah.

    A trama, aparentemente sobre a barreira cultural existente na "torre de babel" que é uma cidade como Los Angeles, começa a querer abraçar muitas histórias ao estender casos e peculiaridades de cada um dos personagens da película. Dessa forma, Espanglês consegue confundir, mas não divertir - objetivo principal de qualquer comédia, não?

    Por mais que algumas cenas sejam realmente boas - como quando Cristina traduz tudo que Flor pensa da família para John -, por mais que alguns personagens sejam carismáticos, por mais que Adam Sandler não esteja com sua chatice e escatologias de sempre, na medida em que a fita avança quase todos são contagiados pela histeria de Deborah. Exceto Flor. Ainda bem. Eu não poderia ver a atriz de Lucia e o Sexo tendo chiliques semelhantes aos de sua patroa no filme. Entre muitos erros e poucos acertos, pouca coisa se salva em Espanglês.

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