ESPIRAL

ESPIRAL

(Espiral)

2008 , 90 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jorge Pérez Solano

    Equipe técnica

    Roteiro: Jorge Pérez Solano

    Produção: Armando Casas

    Fotografia: César Gutiérrez Miranda

    Trilha Sonora: Ruben Luengas

    Estúdio: Centro Universitario de Estudios Cinematográficos (CUEC)

    Elenco

    Ángeles Cruz, Aurora Clavel, Columba Domínguez, Gabriel Pascual, Harold Torres, Iazua Larios, Leonardo Alonso, Mayahuel del Monte, Mayra Serbulo, Noé Hernández

  • Crítica

    19/10/2009 18h13

    Espiral traz um singelo, simpático (e por vezes inocente) olhar sobre a passagem do tempo e a impossibilidade de reconstruir um amor do passado.

    Não é um grande filme com implicações filosóficas sobre o Amor (sim, em letra maiúscula), senão um melodrama que envolve duas famílias de um povoado mexicano em Oaxaca que quase não tem homens, já que a maioria vai para o norte escapar da miséria.

    A narrativa é simples prioriza o entendimento da história de Magdalena (Iazua Larios), uma garota atraente na fronteira da autodeterminação e ingenuidade, que é desejada por todos os rapazes, mas não tem a menor intenção em se casar. Sua mãe, Diamantina (Mayra Serbulo), esconde o passado a todo custo, mas ele é desvendado aos poucos para o espectador.

    Se não ousa no enredo, Espiral capricha nas imagens. Jorge Pérez Solano, diretor e roteirista, mostra consciência e vontade de criar ao ilustrar visualmente como a história de mãe e filha se repete, como um ciclo – ou espiral, como sugere o título do filme. Não se engane, não é beleza de guia turístico e sim enquadramentos construídos de maneira decente.

    O elenco, que parece ser formado na maioria por não-atores, tem altos e baixos. A menina protagonista, Iazua, tem carisma, assim como Mayra, que interpreta sua mãe. Já a interpretação dos pais da garota é fraca (Gabriel Pascual e Aurora Clavel), principalmente porque seus personagens não passam de tipos (a mulher impotente e o marido opressor e machista).

    Farta produção também não é o forte de Espiral - vide a maquiagem não tão bem retocada para indicar a passagem de tempo. Mas o mérito de Solano é fazer um filme que emocione, do ponto de vista da história, e que agrade, visualmente. E consegue.

    Sem contar outro ponto positivo: o prazer de acompanhar histórias que se passam longe do ritmo de vida dos centros.

    Espiral

    Sábado (31/10), às 19h30, no Cinema da Vila (Sessão 879)
    Terça-feira (3/11), às 15h40, no MIS – Museu da Imagem e do Som (Sessão 1244)
    Quarta-feira (4/11), às 18h10, no Cine Bombril Sala 2 (Sessão 1294)
    Quinta-feira (5/11), às 17h40, no Matilha Cultural (Sessão 1450)

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