ESTAMOS BEM MESMO SEM VOCÊ

ESTAMOS BEM MESMO SEM VOCÊ

(Anche Libero Va Bene)

2006 , 108 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 29/02/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Kim Rossi Stuart

    Equipe técnica

    Roteiro: Federico Starnone, Francesco Giammusso, Kim Rossi Stuart, Linda Ferri

    Produção: Andrea Costantini, Carlo Degli Esposti, Giorgio Magliulo

    Fotografia: Stefano Falivene

    Trilha Sonora: Banda Osiris

    Elenco

    Alessandro Morace, Barbara Bobulova, Kim Rossi Stuart, Marta Nobili, Pietro De Silva, Roberta Paladini, Sebastiano Tiraboschi

  • Crítica

    29/02/2008 00h00

    Depois de atuar em quase 40 filmes de cinema e televisão, o italiano Kim Rossi Stewart decidiu dirigir seu próprio trabalho. E acabou realizando uma estréia das mais dignas de nota: Estamos Bem Mesmo Sem Você, sensível drama familiar que honra as tradições do sempre poético e emotivo cinema italiano. Com direito a pitadas de neo-realismo.

    Simples e tocante, a trama é desenvolvida por meio do ponto de vista de Tommy (o estreante Alessandro Morace), garoto de 11 anos que vive com seu pai Renato (interpretado pelo próprio diretor) e a irmã Viola (Marta Nobili, também estreante). Este pequeno núcleo familiar - assim como tantos outros - vive entre tapas e beijos. O pai, italianíssimo, alterna em curtíssimos espaços de tempo os mais carinhosos afagos às mais explosivas reações raivosas. Os irmãos se mostram cúmplices ou competidores, de acordo com cada circunstância. O dinheiro é pouco, a união é forte.

    Num primeiro momento, omite-se de forma proposital qual teria sido o destino da suposta mãe desta família. A presença (ou ausência) materna é, porém, o elemento explosivo que detona finalmente o forte direcionamento dramático pelo qual o filme passa.

    O estilo de lembra o trabalho de Nani Moretti, premiado cineasta de Caro Diário e O Quarto do Filho. Ou seja, os méritos da obra são focados no intimismo, no poder das relações familiares, nas dúvidas e hesitações de quem se percebe chefe de família e em todas as responsabilidades que isso traz. É um cinema fortemente emocional, psicológico, que tem na própria vida o seu maior "efeito especial". E que nem por isso deixa o bom humor de lado (há uma ótima cena envolvendo um camelo...).

    Talvez não seja propriamente uma história autobiográfica, mas Stewart fez questão de filmar as cenas da escola exatamente no colégio que freqüentava quando era menino. Por outro lado, não era intenção do diretor fazer o papel principal. Ele foi praticamente forçado a isso quando Renato Benetti, o ator originalmente escalado, pulou fora do projeto a apenas duas semanas das filmagens.

    Percalços a parte, o filme obteve várias premiações italianas e internacionais, incluindo Melhor Direção em Copenhagen, Melhor Diretor estreante no David di Donatello (o Oscar italiano) e Prêmio Especial do Júri na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

    Uma última informação: o título original do filme - que só se compreende após a última frase do roteiro - é uma preciosidade.

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