ETERNO AMOR

ETERNO AMOR

(Un long Dimanche de Fiançailles/ A Very Long Engagement)

2004 , 134 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jean-Pierre Jeunet

    Equipe técnica

    Roteiro: Guillaume Laurant, Jean-Pierre Jeunet

    Produção: Angus Finney, Jean-Louis Monthieux

    Fotografia: Bruno Delbonnel

    Trilha Sonora: Angelo Badalamenti

    Estúdio: Warner Bros

    Elenco

    Albert Dupontel, Audrey Tautou, Chantal Neuwirth, Clovis Cornillac, Dominique Pinon, Gaspard Ulliel, Jérôme Kircher, Jodie Foster

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Nos filmes românticos, as ações dos personagens costumam contradizer a razão geralmente por que são guiados pelos sentimentos. Está aí a graça das produções que tratam de amor. Os mal resolvidos, especialmente, como é o caso de Eterno Amor, longa que traz de volta a parceria que encantou o mundo com O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001): o diretor Jean-Pierre Jeunet e a atriz francesa Audrey Tautou.

    As pequenas tragédias que envolvem uma maior, a Primeira Guerra Mundial, ilustram o roteiro deste filme que gira em torno de Mathilde (Audrey Tautou). Ela perdeu os pais ainda na infância e foi criada pelos tios, Sylvain (Dominique Pinon) e Bénédicte (Chantal Neuwirth). Também nos primeiros anos de vida, teve uma poliomielite que a deixou manca para o resto da vida. Manech (Gaspard Ulliel) é o jovem que ocupa seu coração desde que eram crianças. Com a Primeira Guerra Mundial, o amor entre os dois é interrompido. Manech deixa Mathilde em sua pequena cidade francesa, enquanto segue para as trincheiras da guerra.

    Depois de três anos, o noivo de Mathilde é dado como morto durante o conflito, mas a jovem acredita que, se ele realmente estivesse morto, ela sentiria. Assim, sai em uma jornada em busca de sinais e pistas que possam levá-la ao paradeiro de Manech. Por mais que os autos do exército francês lhe digam que foi executado ao lado de outros quatro soldados - todos condenados por apelarem à automutilação para escapar do conflito -, Mathilde não descansa até descobrir o que aconteceu no ano de 1917, quando Manech foi visto pela última vez.

    Jean-Pierre Jeunet nos conduz pela mão ao longo da jornada da heroína Mathilde de uma forma grandiosa. O cinza e a lama das trincheiras se misturam ao amarelado da busca da protagonista que, apesar de se deparar com uma série de notícias negativas e histórias de amores perdidos, não é capaz de desistir. Mesmo tendo passado por várias tragédias pessoais, ela não consegue acreditar que seu grande amor está morto e, enquanto não encontra uma resposta para seu paradeiro, não tira o sorriso do rosto, nutrido pela esperança de encontrá-lo.

    Em tempos de amores efêmeros, que começam e terminam de forma fútil, Eterno Amor é uma homenagem grandiosa, quase inocente, à magia do amor, por mais piegas que isso soe. Jeunet utiliza os mesmos elementos de suas obras anteriores, desta vez com evidentes toques de maturidade. Ao mesmo tempo em que segue narrando pequenas histórias que acontecem, ou aconteceram, ao redor da protagonista, o diretor apela menos para o esverdeado e o avermelhado de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain para desta vez abusar do contraste luz e sombra. Mais alguns toques de sensualidade e muitos amores perdidos na guerra fazem com que Eterno Amor envolva o espectador de forma que ele entenda esta ode ao mais nobre dos sentimentos. Que pode ser perdido em uma guerra ou em qualquer outra tragédia à qual estamos sempre suscetíveis, mas não esquecido.

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