Pôster do filme Eu, Anna

EU, ANNA

(I, Anna)

2012 , 93 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 13/09/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Barnaby Southcombe

    Equipe técnica

    Roteiro: Barnaby Southcombe

    Produção: Christopher Simon, Felix Vossen, Ilann Girard, Michael Eckelt

    Fotografia: Ben Smithard

    Trilha Sonora: K.I.D

    Estúdio: Arsam International, Embargo Films, Riva Filmproduktion

    Montador: Peter Boyle

    Distribuidora: Imovision

    Elenco

    Caroline Catz, Charlotte Rampling, Eddie Marsan, Gabriel Byrne, Hayley Atwell, Honor Blackman, Jodhi May, Joey Ansah, Leandra Ashton, Max Deacon, Perry Benson, Ralph Brown, Roger Alborough, Silvia Crastan, Simon Balfour

  • Crítica

    08/09/2013 08h00

    Este longa de estreia do inglês Barnaby Southcombe flerta com elementos do cinema noir ao contar a história do inspetor de polícia Bernie Reid (Gabriel Byrne) e sua relação com a misteriosa Anna (Charlotte Rampling), que dá título ao filme. Suas vidas amarguradas se cruzam quando Reid atende a um chamado de assassinato na madrugada e, deixando a cena do crime, encontra Anna na saída do edifício onde ocorreu a morte.

    O longa foge da narrativa linear e propõe muitas idas e vindas ao espectador para fechar a trama. Vai-e-volta que passa um pouco da medida a certa altura, mesmo porque o público descobre no meio do filme o que de fato aconteceu.

    O roteiro, também de autoria de Southcombe, entrega o jogo rápido demais, mas segue adiante tentando manter um clima de tensão e suspense que não se sustenta, pois não há mais segredos a serem revelados nem mesmo grandes dúvidas sobre a conduta de Bernie, dividido entre seu interesse por Anna e o trabalho policial.

    Por conta disso, em dado momento, Eu, Anna parece estar "enchendo linguiça", se arrastando demais para terminar. Essa percepção só não se transmuta em irritação graças às boas atuações de Byrne e Rampling. Com destaque para ela, que consegue brilhar num filme pouco iluminado – e não estou me referindo à fotografia de luz rebaixada característica dos filmes noir.

    Alguns artificialismos do roteiro só são percebidos com o andar da carruagem. Há, por exemplo, uma subtrama supérflua sobre o filho da vítima, que, envolvido com bandidos, aparece como principal suspeito na tentativa de se criar dúvida quanto ao verdadeiro culpado pelo assassinato. Para piorar, a própria investigação de Bernie não se mostra instigante e termina por ser tediosa.

    É inegável que o diretor se esforçou na tentativa de segurar o suspense e uma atmosfera opressiva, mas a verdade é que, a despeito das boas atuações de Rampling e Byrne, estes parecem desperdiçados num filme que não é efetivamente emocionante nem particularmente instigante. Vale tão somente por vermos o que podem fazer grandes atores mesmo em terreno infértil.

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