EU, EU MESMO E IRENE

EU, EU MESMO E IRENE

(Me, Myself and Irene)

2000 , 117 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Bobby Farrelly, Peter Farrelly

    Equipe técnica

    Roteiro: Bobby Farrelly, Mike Cerrone, Peter Farrelly

    Produção: Bobby Farrelly, Bradley Thomas, Peter Farrelly

    Fotografia: Mark Irwin

    Trilha Sonora: Lee Scott, Peter Yorn

    Estúdio: 20th Century Fox Home Entertainment

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Chris Cooper, James Gandolfini, Jim Carrey, Renée Zellweger, Richard Jenkins, Robert Foster, Traylor Howard

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Se você acha engraçado ver na tela do cinema um sujeito abaixando as calças e defecando no quintal do vizinho, pode preparar a pipoca: Eu, Eu Mesmo e Irene estréia no Brasil neste feriadão prolongado.
    Criado e dirigido pelos irmãos Peter e Bobby Farrelly (os mesmos de Quem Vai Ficar com Mary?), Eu, Eu Mesmo e Irene conta a história de um policial bonzinho capaz de agüentar todo e qualquer tipo de desaforo sem explodir... até que um dia toda a sua ira vem à tona e o rapaz passa a ter dupla personalidade. De um lado, o amigão de todos. Do outro, o pentelho insuportável. No meio, piadas de mau gosto e situações escatológicas.

    No papel principal, Jim Carrey faz o que pode. Ele não tem culpa se esqueceram de fazer um roteiro para o filme. Ao viver uma pessoa com dupla personalidade, o ator vai atrair duas vezes mais aqueles que curtem o seu trabalho, e espantar duas vezes mais quem não suporta mais suas caretas. Porém, a culpa de Eu, Eu Mesmo e Irene ser um filme fraco e sem sal está longe de ser de Jim Carrey. O grande problema é que os produtores estão apostando que, hoje em dia, para se fazer uma comédia de sucesso basta se apoiar no tripé PAC, ou seja , Pum, Anus e Cocô (pra não dizer outras coisas). Roteiro? O que é isso?

    Esta aposta dos produtores, para a tristeza de quem ainda curte comédias inteligentes, continua dando certo: o filme já faturou mais de US$ 90 milhões nas bilheterias dos EUA. E promete mais para o mercado internacional. Incluindo o Brasil, é claro, onde o público também adora uma baixaria.

    11 de outubro de 2000
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    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão e do Canal 21. Às sextas-feiras é colunista do Cineclick. [email protected]

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