Eu Não Faço a Menor Ideia Do Que Eu Tô Fazendo Com a Minha Vida

EU NÃO FAÇO A MENOR IDEIA DO QUE EU TÔ FAZENDO COM A MINHA VIDA

(Eu Não Faço a Menor Ideia do Que Eu Tô Fazendo Com a Minha Vida)

2011 , 90 MIN.

10 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia: 20/12/2013

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Matheus Souza

    Equipe técnica

    Roteiro: Matheus Souza

    Produção: Matheus Souza

    Fotografia: Luísa Mello

    Estúdio: Zeugma Produções

    Elenco

    Alexandre Nero, Augusto Madeira, Bel Garcia, Bianca Byington, Camila Amado, Clarice Falcão, Cristiana Peres, Daniel Filho, Gregório Duvivier, Kiko Mascarenhas, Leandro Hassum, Nelson Freitas, Rodrigo Pandolfo, Wagner Santisteban

  • Crítica

    15/12/2013 16h06

    I Wanna Be Cult. Esta é a mensagem que a nova produção assinada pelo jovem talento Matheus Souza passou para mim e para parte do público presente à sua primeira sessão na Mostra de São Paulo. Eu Não Faço a Menor Ideia do que Eu Tô Fazendo com a Minha Vida é o segundo longa do diretor e um grande retrocesso em relação ao seu último trabalho: Apenas o Fim, de 2008.

    Apesar de ter sido rodado com apenas 20 mil reais e contar com a participação gratuita de diversos atores, o principal problema do filme é outro: o roteiro. Retrato da geração na qual o cineasta e este que vos escreve também faz parte, o enredo traz muita informação, em tão pouco tempo, que você fica anestesiado e não consegue acreditar no argumento principal da trama. Na verdade o que temos aqui é mais um amontoado de ideias do que uma história propriamente dita.

    Atores globais entram e saem de cena a todo o momento, todos conhecidos do grande público: Leandro Hassum, Daniel Filho, Kiko Mascarenhas e muitos outros. A cena protagonizada por Hassum é uma verdadeira vergonha alheia. Você tem vontade de correr para fora da sala de cinema o mais rápido possível, após o ator tentar “terminar o relacionamento” com a sua mãe.

    Outro problema são as diversas piadas envolvendo a Rede Globo, que apesar de algum teor crítico, soam como um quadro do Vídeo Show, aquela brincadeira leve, programada e que, no fundo, serve para enaltecer a emissora de televisão.

    A protagonista Clarice Falcão alterna altos e baixos, mas tem um resultado final satisfatório. Já o seu par quase romântico, Rodrigo Pandolfo, tenta viver sem sucesso um adolescente da classe média carioca. O resultado dos dois é um casal assexuado que conseguiria facilmente um papel na novela teen Malhação. Um relacionamento chatíssimo, digno de um romance à la Crepúsculo.

    Em uma cena, Clara, personagem de Clarice Falcão, diz que “acha muito difícil ser blasé” e por isso havia desistido de seguir o gênero. No entanto, é exatamente isso que a produção de Matheus Souza é: Blasé. A trilha sonora que começa com Mallu Magalhães e termina com o ex-Los Hermanos, Marcelo Camelo, reforça este pensamento. Aliás, Mallu seria a protagonista perfeita para o longa já que, com toda a sua introspecção, o papel principal cairia como uma luva para ela.

    É claro que existem bons momentos, principalmente em piadas envolvendo o tema cinema; porém, os erros se sobressaem em quantidade e importância. Existe um discurso - presente a todo momento - para fortalecer a visão romântica de que todo adolescente pode ser irresponsável. Isso soa de maneira tão irritante que faz você desistir de vez do filme.

    Eu Não Faço a Menor Ideia do que Eu Tô Fazendo com a Minha Vida
    aposta em diálogos longos, característicos do jovem diretor, mas que não funcionam com este elenco, exceção para Daniel Filho e Gregorio Duvivier. O resultado final é algo tão nichado que só deve agradar jovens que vivem de mesada dos pais e frequentam a Vila Madelena, em São Paulo, ou a Lapa e a PUC carioca.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus