EU SOU A LENDA

EU SOU A LENDA

(I Am Legend)

2007 , 100 MIN.

14 anos

Gênero: Ficção Científica

Estréia: 18/01/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Francis Lawrence

    Equipe técnica

    Roteiro: Akiva Goldsman, Mark Protosevich

    Produção: Akiva Goldsman, David Heyman, Erwin Stoff, Neal H. Moritz

    Fotografia: Andrew Lesnie

    Trilha Sonora: James Newton Howard

    Estúdio: 3 Arts Entertainment, Heyday Films, Original Film, Overbrook Entertainment, Village Roadshow Pictures, Warner Bros. Pictures, Weed Road Pictures

    Elenco

    Abbey, Abraham Sparrow, Adhi Sharma, Alexander John DiPersia, Alice Braga, Anika Ellis, Anthony C. Mazza, Anthony Vincent, April Grace, Asa Liebmann, Blake Lange, Caitlin McHugh, Calista Hill, Charlie Sutton, Charlie Tahan, Courtney Munch, Darrell Foster, Dash Mihok, David Hamilton Thomson, Deborah Collins, Deborah Lohse, Drew Leary, Eric Jenkins, Eric Spear, Erin Owen, Gabriella Hill, Grasan Kingsberry, Greg Wattkis, Hannah Sim, Heather Lang, Hollie K. Seidel, Ian Mclaughlin, James McCauley, Joanna Numata, John Grady, Jon-Paul Mateo, Katherine Brook, Kennis Hawkins, Kimberly Shannon Murphy, Luke Miller, Lynna' Davis, Madeline Hill, Marc Inniss, Marin Ireland, Mark Steger, Mike Patton, Moses Harris Jr., Okwui Okpokwasili, Paradox Pollack, Pat Fraley, Pedro Mojica, Reed Kelly, Salli Richardson-Whitfield, Samuel Glen, Steve Cirbus, Tyree Michael Simpson, Victor Paguia, Vince Cupone, Will Rawls, Will Smith, William Schultz, Willow Smith

  • Crítica

    18/01/2008 00h00

    A adaptação do livro homônimo de Richard Matheson é estrelada por Will Smith (indicado ao último Oscar por À Procura da Felicidade) e dirigida por Fracis Lawrence em sua segunda incursão no cinema - a primeira foi em 2003, em Constanbtine. Trabalhando novamente com muitos efeitos especiais, numa produção mais grandiosa ainda, Lawrence prova ser capaz de impressionar o espectador ao injetar certa realidade a situações fantasiosas.

    Se depender do faturamento nos cinemas norte-americanos, onde estreou há uma semana, Eu sou a Lenda tem tudo para ser um sucesso: arrecadando US$ 76,5 milhões, é o maior valor de bilheteria arrecadado no mês de dezembro na história e a maior abertura de um filme estrelado por Will Smith. Isso porque ele tem filmes como Independente Day (US$ 306 milhões de faturamento, no total), de 1996, no currículo.

    E, de fato, Eu Sou a Lenda é o tipo de filme que costuma fazer sucesso nos cinemas ao misturar o carisma de um ator do porte de Will Smith a caprichados efeitos especiais e um enredo apocalíptico. Na história, ele interpreta o cientista e militar Robert Neville. Em 2009, uma cientista (Emma Thompson) anuncia ter conseguido modificar um vírus para que ele possa se reverter como uma cura ao câncer. Muito bonito, mas a experiência sai do controle e, a longo prazo, a tal cura acaba tornando-se o mal que destruirá a humanidade, uma vez que a substância transforma seus hospedeiros em verdadeiros monstros: extremamente ágeis, fortes, violentos e sedentos por carne - como uma mistura de assustadores zumbis e vampiros, já que têm aversão aos raios solares. Três anos depois, Neville vive absolutamente sozinho em Nova York, pois, de alguma forma, ele é imune ao vírus, que se espalha no ar. Como companhia, ele tem a cachorra Sam, treinada para ser sua companheira e aliada na sobrevivência. E isso inclui caçadas a animais silvestres que invadiram a cidade, transformando a ilha de Manhattan em uma verdadeira selva não somente de pedra, mas também vegetais.

    Para os brasileiros, existe um elemento curioso em Eu Sou a Lenda: a presença de Alice Braga (Cidade Baixa, Cidade de Deus) como elemento fundamental no longa-metragem. A musa, sobrinha de Sonia Braga, não aparece muito no filme, mas seu papel é bastante importante como um dos poucos seres humanos vivos nessa realidade apocalíptica.

    O que mais impressiona em Eu Sou a Lenda são os efeitos especiais e a grandiosidade da produção. Quero dizer, o filme transforma Nova York num amontoado de cimento, vidro e plantas, totalmente abandonada; já na primeira cena, o personagem de Smith caça animais, que trafegam em meio a carros abandonados. A ambientação lembra o que imaginei de São Paulo enquanto lia Blecaute, de Marcelo Rubens Paiva. Neste filme, a reprodução e destruição de Nova York são feitas de uma forma totalmente realística, assim como a criação dos animais e das assustadoras criaturas que passam a habitar Manhattan. Até a forma como a companheira canina de Robert Neville interage com ele é realista, graças ao incrível treinamento que o animal recebeu para o filme.

    São muitos os filmes que imaginam essa realidade apocalíptica - como Extermínio, para citar uma produção recente -, mas Eu Sou a Lenda se diferencia por explorar de forma tão realista essa realidade. Will Smith é capaz de injetar humor e drama ao personagem, mostrando, mais uma vez, como é um excelente ator. Ao mesmo tempo, Lawrence utiliza-se da ausência de luz e som em alguns momentos para criar o clima claustrofóbico que remete à solidão sentida por personagem.

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