EU SOU O NÚMERO QUATRO

EU SOU O NÚMERO QUATRO

(I Am Number Four)

2011 ,

Gênero: Ficção Científica

Estréia: 15/04/2011

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • D. J. Caruso

    Equipe técnica

    Roteiro: Alfred Gough, Marti Noxon, Miles Millar

    Produção: Michael Bay

    Fotografia: Guillermo Navarro

    Trilha Sonora: Trevor Rabin

    Estúdio: Bay Films, DreamWorks SKG, Reliance Big Entertainment

    Distribuidora: Disney

    Elenco

    Alex Pettyfer, Andy Owen, Beau Mirchoff, Bill Laing, Brian Howe, Callan McAuliffe, Charles Carroll, Cody Johns, Cooper Thornton, Dianna Agron, Emily Wickersham, Garrett M. Brown, Greg Townley, Isabella Robbins, Jack Walz, Jake Abel, Jeff Hochendoner, Judith Hoag, Kevin Durand, L. Derek Leonidoff, Molly McGinnis, Patrick Sebes, Reuben Langdon, Sabrina de Matteo, Sophia Caruso, Teresa Palmer, Timothy Olyphant

  • Crítica

    13/04/2011 18h30

    Hormônios à flor da pele. Ela olha, flerta, se insinua. Ele corresponde. Pouco depois, ambos começam uma aproximação, à noite, na praia, debaixo d´água. E de repente a perna do rapaz começa a emitir uma intensa luz azul, apavorando e afugentando a menina. Não resta muito tempo: o garoto é obrigado a fugir e, novamente, trocar de nome e identidade.

    Isto porque ele não é um jovem humano, mas sim um alienígena Lorien – marcado com o número 4 – que está sendo perseguido pelos terríveis Mogadorians, assassinos de seu povo. Até aí, tudo bem. O (primeiro) grande problema de Eu Sou o Número Quatro é que toda esta história de Loriens contra Mogadorians, que até poderia render boas imagens e alguma emoção, é contada na tela apenas verbalmente. Sim, a famosa e preguiçosa voz em off que parte do pressuposto que a plateia é despreprada demais para entender um filme sem que alguém fique falando o que está acontecendo. E o diretor D.J. Caruso faz isso.

    Este nivelamento por baixo permeará todo o filme. Não mais com a voz em off, mas com a direção mão pesada, a falta de sutileza e o desenrolar previsível de um roteiro que nada acrescenta nem aos fãs de aventura, muito menos aos apreciadores de ficção científica.

    Guardadas as proporções, temos aqui uma fórmula similar a de Crepúsculo, e, que o protagonista jovem, bonito e carismático é impedido de se relacionar normalmente com a garota que ama por não ser exatamente humano. Mas sem o romantismo da franquia vampiresca.

    Produzido pelo badalado Michael Bay (diretor de Pearl Harbor), Eu Sou o Número Quatro ainda reserva para o seu final uns monstros virtuais de qualidade e realização pra lá de discutíveis, daquele tipo que só aparece à noite, para que o escuro disfarce melhor a precariedade dos efeitos especiais. Ou pelo menos tente.

    No final, com os personagens mais delineados e um epílogo inconclusivo, abre-se espaço para uma continuação ou, talvez, para um seriado de TV. Por que não? Afinal, no mercado norte-americano o filme rendeu mais de US$ 50 milhões, quantia insuficiente para cobrir seus custos de produção, mas que chega a ser surpreendente pela sua pouca qualidade.


Deixe seu comentário
comments powered by Disqus