EU TU ELES

EU TU ELES

(Eu Tu Eles)

2000 , 104 MIN.

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Andrucha Waddington

    Equipe técnica

    Roteiro: Elena Soárez

    Produção: Andrucha Waddington, Flávio R. Tambellini, Leonardo Monteiro de Barros, Pedro Buarque de Hollanda

    Fotografia: Breno Silveira

    Trilha Sonora: Gilberto Gil

    Estúdio: Columbia Pictures Corporation, Columbia TriStar Filmes do Brasil, Conspiração Filmes

    Elenco

    Alessandro dos Santos Ribeiro, Arielson dos Santos, Borges Cunha, Clesio Atanasio, D. Dinorah, D. Luzia Gomes, D. Maria Isabel Borges, Diogo Lopes, Francisco Alves Torres, Helena Araújo, Herbert Medrado, Iami Rebouças, Jefferson Souza, Joanderson Cruz, Jocemar Damásio, Jonathon Dantas, José Pascoal, Lima Duarte, Lucas de Castro Silva, Lucien Paulo, Luiz Carlos Vasconcelos, Maria do Rosário, Nilda Spencer, Pablo Silva, Plácido Alves Neto, Regina Casé, Stênio Garcia, Vitor da Conceição, Zé Brocoió

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Popular, bem realizado, bem interpretado, e com um roteiro ao mesmo tempo simples e envolvente. Ainda é cedo pra dizer, mas talvez esteja pintando o representante brasileiro na corrida para o Oscar 2001: Eu, Tu, Eles. Este segundo longa-metragem de Andrucha Waddington (o primeiro foi Gêmeas) prova mais uma vez que um filme pode ser competente, digno, profissional, comercial, inteligente e agradável, tudo ao mesmo tempo.

    A história é baseada no caso real de Darlene (Regina Casé), uma mulher simples do sertão nordestino, que aos poucos administra sua vida para manter - sob um mesmo teto - nada menos que três maridos. O primeiro (Lima Duarte, fazendo novamente o seu melhor papel: o de Lima Duarte) é o grande provedor. O segundo (Stênio Garcia, impecável) cuida das necessidades básicas da casa e da cozinha. E o terceiro (Luiz Carlos Vasconcellos, o mesmo de O Primeiro Dia) é o melhor na cama. Tudo dentro de uma razoável harmonia.

    Com uma belíssima fotografia em tons quentes, Eu, Tu, Eles apóia-se sobre grandes interpretações e consegue alcançar um saudável meio termo entre as raízes brasileiras e um filme "for export". E ainda traz uma ótima trilha sonora onde Gilberto Gil homenageia os grandes clássicos do cancioneiro nordestino.

    O filme tem o ritmo agradável e cadenciado de um bom baião. Não é nenhum Central do Brasil, mas certamente mereceu a ótima receptividade que teve no Festival de Cannes.

    15 de agosto de 2000
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    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, e do Canal 21.

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