EU, VOCÊ E TODOS NÓS

EU, VOCÊ E TODOS NÓS

(Me And You And Everyone We Know)

2005 , 90 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Miranda July

    Equipe técnica

    Roteiro: Miranda July

    Produção: Gina Kwon

    Fotografia: Chuy Chávez

    Trilha Sonora: Mike Andrews

    Elenco

    Brad William Henke, Brandon Ratcliff, Ellen Geer, Jason A. Rice, John Hawkes, Jordan Potter, Miranda July

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Com trabalhos que fazem parte de coleções permanentes do MoMa (The Museum Of Modern Art) e do Museu Guggenheim, ambos na cosmopolita Nova York, Miranda July é reconhecida artista multimídia no mundo contemporâneo das artes. Agora, ela estréia na direção de um longa-metragem em Eu, Você e Todos Nós, levando o conceito que construiu seu trabalho nas artes para o cinema.

    O "eu" do título não está muito bem definido. Pode ser o distante vendedor de calçados Richard (John Hawkes), que, recém-separado, tenta criar os dois filhos pequenos, Peter (Miles Thompson) e Robby (Brandon Ratcliff). Também pode ser a videomaker Christine (Miranda July), que, entre um vídeo performático e outro, dirige uma espécie de táxi para clientes da terceira idade. Os dois personagens se encontram no subúrbio de Los Angeles e, em comum, têm essa solidão abismal. Eu, Você e Todos Nós acompanha os dramas desses personagens e das pessoas em torno de suas vidas.

    O filme de Miranda July tornou-se um queridinho em festivais que prestigiam o cinema independente, como Cannes e Sundance. Não à toa, a diretora, protagonista e roteirista do filme consegue levar muito bem o universo de suas obras ao cinema. Eu, Você e Todos Nós é um filme delicado. Apesar de mostrar um cotidiano permeado por pequenas tragédias e o tédio latente em filmes suburbanos como este, Miranda é capaz de transmitir uma leveza única às cenas. Só ela parece ser capaz de carregar de sensibilidade um beijo entre uma criança e uma mulher, ou à cena na qual um homem incendeia a própria mão. E isso é o que mais conquista o espectador no filme.

    Eu, Você e Todos Nós funciona como um exercício de delicadeza e é com isso que a diretora parece brincar o tempo todo ao dar leveza a situações tragicômicas, sempre envolvendo pessoas solitárias prestes a serem "engolidas" por suas próprias existências. Dessa forma, o filme envolve o espectador sem pretensões. Essa simplicidade tão complexa que Miranda é capaz de compor em seu longa de estréia é o maior charme de Eu, Você e Todos Nós.

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