EXORCISTA: O INÍCIO

EXORCISTA: O INÍCIO

(Exorcist: The Beginning)

2004 , 114 MIN.

16 anos

Gênero: Terror

Estréia:

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Renny Harlin

    Equipe técnica

    Roteiro: Caleb Carr, William Wisher Jr.

    Produção: James G. Robinson

    Fotografia: Vittorio Storaro

    Trilha Sonora: Christopher Young

    Estúdio: Morgan Creek Productions

    Elenco

    Alessandra Martines, Antonie Kamerling, Billy Crawford, Gabriel Mann

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Se eu fizesse uma lista com os cinco filmes que mais me assustaram em todos os tempos, pode ter certeza que O Exorcista, de 1973, estaria na lista. Talvez por isso, as outras duas continuações desse filme que já foram lançadas não chegam nem aos pés do original. Na verdade, o objetivo de Exorcista: O Início, como diz o título, não é ser uma continuação, mas um prequel, ou seja, mostra o que aconteceu antes do sucesso dirigido por William Friedkin. E este foi o único acerto deste filme.

    Exorcista: O Início mostra o primeiro encontro do padre Merrin (solicitado pelo demônio Pazuzu no momento do exorcismo de Regan no primeiro filme), vivido pelo sueco Stellan Skarsgård. Depois de abandonar a batina e virar um arqueólogo, é contratado por um homem misterioso para encontrar uma figura esculpida em pedra, perdida em algum lugar na África. Mal sabe ele que esse é o demônio que mudará sua vida para sempre.

    Nesse povoado, o governo inglês lidera uma missão de escavação para recuperar uma igreja bizantina soterrada. O povo local começa a observar uma série de fenômenos estranhos em volta dessa construção, mas Merrin não teme o mal simplesmente porque ele perdeu a fé em qualquer coisa depois de ver de perto os horrores do nazismo durante a Segunda Guerra Mundial.

    Quando consegue ter acesso ao interior da igreja, o arqueólogo encontra uma área subterrânea onde sacrifícios humanos aconteciam, assim como a adoração da imagem que ele foi contratado para recuperar. Quando sua missão é cumprida, já é tarde demais: Merrin já está envolvido com o compromisso de desvendar os acontecimentos estranhos, que ocorrem em volta da igreja soterrada, e com a bela médica que trabalha no local (Izabella Scorupco).

    O gancho de Exorcista: O Início é interessante por mostrar o que acontece antes do filme de 1973. No entanto, ele peca no roteiro - repleto de sustos fáceis e climas manjados, como a luz que apaga na hora em que algo errado está acontecendo - e nos efeitos visuais. A pessoa possuída no filme é nem um pouco assustadora se comparada à menina Regan do filme original. A maquiagem é muito mal feita e a atriz também não ajuda muito - a vontade de chorar de medo é substituída pela de chorar de rir, trocando em miúdos. Os efeitos digitais não ficam atrás. Na verdade, de todos os problemas, definitivamente eles são os maiores. Acho que são os piores que já vi na vida, perdendo somente para as imagens montadas de O Jogo da Morte, último filme feito por Bruce Lee. Sentiu o drama?

    Cheio de sustos fáceis e efeitos especiais um pouco melhores do que os usados nos episódios de Chapolin, Exorcista: O Início é um filme ignorável, eu diria. Seria até injusto compará-lo com o filme original, mas a culpa não é minha: uma vez que você se propõe a fazer um filme baseado em um clássico, o mínimo que se pede é uma boa produção. Claro, é perceptível o esforço do diretor Renny Harlin em fazer uma homenagem à altura. A performance de Skarsgård também é convincente, mas acho que Pazuzu andou aplicando sua força maléfica para impedir que Exorcista: O Início se tornasse, no mínimo, marcante. Ao invés disso, o longa é dispensável.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus