EXPEDIÇÃO VIVA MARAJÓ

EXPEDIÇÃO VIVA MARAJÓ

(Expedição Viva Marajó)

2011 , 54 MIN.

Gênero: Documentário

Estréia: 15/06/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Regina Jehá

    Equipe técnica

    Distribuidora: Lauper Filmes

  • Crítica

    06/06/2012 18h00

    Expedição Viva Marajó, da diretora Regina Jehá, viúva do cineasta Luís Sérgio Person, não acrescenta nada de novo ao universo dos documentários nem ao assunto abordado: a ilha de Marajó.

    O maior arquipélago fluviomarinho do mundo, com cerca de 500 mil habitantes, é o tema central do filme, mas nada do que é mostrado vai além do que já se viu em muitas matérias de TV sobre a localidade.

    Quem são as pessoas, os bichos e as plantas que habitam o local? Quais são as tradições e os desafios modernos que enfrenta o arquipélago como um todo? Essa boas perguntas, se respondidas a contento, poderiam transformar o filme num trabalho documental rico. Ao tentar fazer um apanhado de tudo, Regina acaba por levar ao público um filme raso nas informações.

    Essa superficialidade talvez se explique pela rapidez com que foi feito. Viva Marajó foi produzido em apenas dois meses depois que a diretora se encantou pelo lugar durante uma viagem. Modesta em seus recursos, a produção cometeu o erro de não compensar a simplicidade técnica com abordagem mais aprofundada. O resultado é um documentário que chega às telas, mas que poderia ter ido direto para TV.

    Depois de um preâmbulo sobre aspectos arqueológicos da região, a produção parece se encaminhar bem ao mostrar as dificuldades atuais dos moradores com relação à falta de empregos e alternativas de sobrevivência. A boa impressão passa logo quando nota-se que o filme abandona o assunto e parte para outros temas, todos tratados de forma muito breve. As muitas transições são pontuadas pela trilha sonora de Egberto Gismonti, que tenta (sem êxito) trazer certa poesia para a uma narrativa fragmentada.

    Com duração de 54 minutos, Expedição Viva Marajó parece um grande vídeo institucional, desses encomendados por prefeituras a agências de publicidade. Isso fica mais patente ainda em seu final, com direito a um número de dança típica inserida a fórceps e takes de moradores do arquipélago dando tchauzinho para a câmera.


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